(Divulgação/ Prefeitura Municipal de Santos) A prefeita em exercício Audrey Kleys (PSD) enviou à Câmara de Santos na terça-feira (30), última sessão ordinária antes do recesso da Casa, um projeto de lei para que parte das dependências do Colégio Santista, na Vila Nova, seja cedida ao Centro Paula Souza (CPS). O município da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, pretende firmar convênio com a instituição para a “implantação de cursos de formação tecnológica”. Na justificativa da proposta, Audrey detalhou que a ideia é possibilitar “expansão e ampliação dos cursos ofertados pela Fatec (Faculdade de Tecnologia) Rubens Lara”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A celebração do convênio encontra respaldo na reconhecida excelência da formação profissional e tecnológica” do CPS, “na crescente demanda por Ensino Superior de qualidade e na necessidade de fomentar o desenvolvimento dos setores econômicos regionais, notadamente os segmentos de turismo, recreação e serviços”. No texto, não constam os possíveis cursos nem o prazo de duração do convênio. O projeto foi apresentado no mesmo mês em que o CPS suspendeu um edital de chamamento público para uma permuta. Nela, a área onde está a Escola Técnica Estadual (Etec) Aristóteles Ferreira, na Aparecida, seria repassada a quem construísse novos prédios para essa escola, a Etec Escolástica Rosa e a Fatec Rubens Lara. Estas duas últimas ocupam um prédio alugado na Vila Mathias. Sem medalha Mesmo com maioria de votos favorável, foi rejeitado — mas não, em definitivo (leia adiante) — o projeto do vereador Adriano Catapreta (PSD) para o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, receber a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas. Trata-se da maior homenagem concedida pela Câmara. Por um voto O texto foi analisado na sessão de terça e teve 13 votos sim, dois não e duas abstenções. O Regimento Interno fixa que a aprovação de projetos de decreto legislativo exige votos de, pelo menos, dois terços do total de vereadores (14 dos 21). Argumento Quase sempre, projetos do tipo são aprovados por aclamação, sem registro nominal do voto. Mas o vereador Marcos Caseiro (PT) — que recebeu essa honraria em 2002 —, discordou da concessão da medalha a Ferraz. “Estamos diante de um servidor público que, se fez tudo direitinho, não fez nada mais do que sua obrigação”. Ele e Allison Sales (PL) pediram votação nominal, aberta. Outra chamada O décimo quarto voto favorável ao projeto seria do vereador José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP). Mas ele havia saído do plenário para atender o celular e voltou quando a votação tinha acabado. Segunda chance O projeto não está perdido. Como a maioria de votos foi favorável, ainda que insuficiente, a proposta terá de ser votada de novo na sessão seguinte. Será em 4 de agosto, após o recesso, que começou nesta quarta-feira (1º). Um sinal Um vereador governista viu no resultado contrariedade de parte da Casa a uma possível pré-candidatura de Ferraz à Prefeitura em 2028. Meio-termo Presidente estadual do PL Mulher, a deputada federal Rosana Valle não foi ao encontro de mulheres de direita com o pré-candidato do partido à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, ontem, em Brasília: estava em Araçatuba (SP). Mas, em videochamada na reunião — e sem citar a discórdia entre ele e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro —, Rosana utilizou um meio-termo. Com ambos Ao se referir ao afastamento voluntário de Michelle da presidência nacional do PL Mulher, a deputada declarou, na ligação, que “a gente respeita a decisão da presidente Michelle Bolsonaro, mas nós temos um desafio muito maior a ser vencido: temos que tirar o País desse governo do PT. Você vai contar comigo, com o meu apoio, nessa campanha”. Flávio pôs seu celular ao microfone para reproduzir a conversa no encontro. Em extinção Ao portal Metrópoles, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que o comando nacional feminino do partido será extinto. As presidências estaduais do PL Mulher ficarão subordinadas a ele.