(Alexsander Ferraz/ AT) A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, acredita que a população do Centro aumentará em 3 mil pessoas “nos próximos anos”, com possível ampliação dessa perspectiva caso se aprovem novos empreendimentos habitacionais. Em especial, os voltados a retrofit (modernização) e a moradias de interesse social. A projeção é do Invest Centro, escritório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade voltado a articulações entre os setores público e privado, e foi citada em resposta a um requerimento endereçado à Prefeitura pelo vereador Francisco Nogueira (PT) sobre medidas para revitalização da região central da Cidade — que reúne também os bairros Chinês, Paquetá, Valongo, parte das vilas Nova e Mathias e o Monte Serrat. Como se consideram parcialmente os habitantes das vilas Nova e Mathias dentro da área central, não há como dizer ao todo quantos residem nela hoje. O certo é o contínuo esvaziamento dela, sobretudo de bairros com ocupação mais antiga. Conforme os censos de 2010 e 2022, a população do Centro caiu de 1.008 para 530 pessoas; a do Paquetá, de 1.008 (igual à do Centro) para 703; a do Valongo, de 251 para 54. Uma preocupação de Nogueira é que a tentativa de estimular a ocupação residencial do Centro e de bairros vizinhos leve à expulsão dos habitantes mais pobres. Risco a evitar O documento endereçado pelo Invest Centro ao vereador aponta que se pretende evitar esse risco com “ocupação diversificada e socialmente inclusiva, priorizando a recuperação de imóveis ociosos ou subutilizados, a ampliação da oferta habitacional e a preservação do patrimônio histórico”. Prioridade O escritório acrescenta que “a política habitacional do Município prioriza a implantação de empreendimentos de Habitação de Interesse Social na Região Central, tanto por meio de novas construções quanto por projetos de retrofit”, que dispõem de “incentivos urbanísticos e fiscais específicos” e “acesso aos programas habitacionais federais”. Nove em dez Artigo científico de 2019 dos arquitetos e urbanistas Marina Ferrari de Barros e José Marques Carriço relata que, de 1950 a 2010, a região central (Centro, Valongo, Paquetá, Monte Serrat e parte da Vila Nova) perdeu 90,3% de seus habitantes. De 44.401, passou a ter 4.307. Porquês Conforme o estudo, o abandono paulatino da região central decorreu de fatores como o saneamento da orla, a crescente facilidade de transporte, o estímulo a atividades portuárias e retroportuárias em Paquetá e Vila Nova e a proibição, de 1968 a 1998, de que se construíssem residências no Centro. Do Partidão O Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) será sede, às 19h30 de quinta (10), do ato de apresentação das candidaturas da sigla e do programa do PCB. Dois filiados ao PSOL participarão, segundo o partido: Débora Camilo, candidata a deputada estadual, e Fábio Mello, a federal. Ao Executivo Os candidatos do PCB à Presidência, Edmilson Costa, e a governador, Carlos Machado, comparecerão. Junto a eles, quatro comunistas da Baixada Santista que também são concorrentes. Nomes locais Trata-se de Cleusa Santos (de Santos, à vice-presidência), Felipe Queiroz (de Santos, a vice-governador), Petter Maahs (de Santos, a senador) e Olga Soares Galatti (de São Vicente, primeira suplente para o Senado). Anistiado Demitido três vezes da antiga Companhia Docas do Estado (Codesp) durante a ditadura, o ex-portuário e ex-presidente do PT em Santos Bartolomeu Pereira de Souza foi reconhecido como anistiado político. A decisão, da Comissão de Anistia do Governo Federal, data de 13 de agosto, conforme postou. Nas Docas Souza, que fará 78 anos no dia 29, trabalhou na Codesp de 1968 a 1994. “Eu era um simples operário, mas muito ativo por melhorias de salários e condições de trabalho”, disse à coluna. Ele espera a formalização do resultado do julgamento para saber qual indenização receberá.