(Vanessa Rodrigues/ AT) A Prefeitura de São Vicente espera, neste ano, dar fim à dívida que mantém com o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais. Assim disse o prefeito Kayo Amado (Pode), que na tarde desta quarta-feira (11) foi à Câmara prestar contas do mandato. Ele fez esse destaque em um resgate histórico dos problemas orçamentários mais recentes do Município. Em 2022, as despesas do Governo equivaliam a 90,68% da arrecadação, e se respeitava o artigo da Constituição Federal que determina limite de 95%. Mas, em 2023, a relação foi de 100,83%: não só superava o limite, mas o gasto ficou maior do que a receita. Segundo Amado, isso ocorreu porque, naquele ano, juntaram-se uma “severa queda de arrecadação” e a sanção de uma lei complementar municipal relativa ao custeio do regime de previdência do funcionalismo. Um artigo do texto estipula que, se a receita do instituto for menor do que seus gastos, caberá à Prefeitura, por exemplo, compensar essa diferença, incluindo tal valor no Orçamento. O prefeito, porém, afirma que, ao “apertar o cinto em tudo que era possível”, São Vicente está perto de voltar a cumprir os 95% fixados na Constituição: a relação despesas-receitas ficou em 98,37% em 2024 e, no ano passado, em 95,12%. Por isso, “está quase” em dia, mas se vai “seguir firme e vigilante, acompanhando a despesa pública”. Sem oposição Oito dos 15 vereadores se pronunciaram após ouvir o prefeito. Não houve nenhuma cobrança nem pedidos de solução de dúvidas: apenas elogios e cumprimentos a Kayo Amado e ao secretariado. Siderurgia A Usiminas, que mantém unidade no Polo Industrial de Cubatão, veiculou nesta quarta um fato relevante (comunicado). Agora, todas as ações da companhia pertencem ao Grupo T/T (92,95%) e à Previdência Usiminas (7,05%). Foram adquiridas do Grupo NSC (Nippon Steel e Mitsubishi) por cerca de R\$ 1,6 bilhão. Análise O secretário municipal de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo, Fabrício Lopes, avalia que haver menos acionistas “ajuda a impulsionar os negócios de uma empresa” como a Usiminas e “na tomada de decisões”. A companhia mantém uma usina e um terminal marítimo privado em Cubatão. Explicação Por falha do autor, saiu truncada, na coluna desta quarta, nota sobre a rejeição das contas de 2021 do então prefeito de Guarujá Válter Suman (PSDB). Foram rejeitadas porque a Câmara não obteve votos suficientes para derrubar o parecer pela reprovação delas, proferido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Houve dez, mas eram necessários pelo menos 13 vereadores. Não adiantaria O presidente da Câmara, Mário Lúcio da Conceição (Cidadania), surpreendeu-se. “Está aprovado o relatório? Mesmo perdendo?”, indagou, fora do microfone, mas com áudio captado na gravação. “Se eu votasse, dava 11 (votos)”, rebateu. “Não adianta nada”, concluiu um assessor próximo. Após 48 segundos, Mário proclamou o resultado. Convidado Ao contrário do que ocorria quando a Câmara de Santos votava pedidos de convocação (ida obrigatória) de secretários municipais pela Câmara, não houve contestação à aprovação do convite para o secretário de Cultura, Rafael Leal, ir à Casa. Tem de atender A solicitação foi feita pelo vereador Rui De Rosis Junior (PL), que pede esclarecimentos sobre o pagamento, na Cultura, de serviços de pessoas físicas com Recibo de Pagamento Autônomo. Se o convite não for respondido em até 15 dias úteis, aí, sim, há convocação. Leal deverá ir à Casa após o Carnaval, entre este mês e março. Uma homenagem A homenagem a Edson Arantes do Nascimento apagou outra: à falecida líder comunitária Edméa Ladevig, que não mais denomina a escola municipal antes existente na área onde a UME em alusão a Pelé foi inaugurada. Uma preocupação O Instituto Telma de Souza — ex-prefeita que deu o nome de Edméa ao colégio — emitiu nota para dizer que Pelé é digno “de todas as homenagens”, mas que se deve cuidar da biografia da ativista.