(Alexsander Ferraz/AT) A ex-secretária de Segurança de Santos, Raquel Gallinati, que deixou o cargo na sexta-feira, afirma que vai se dedicar a trabalhar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, que reformula a gestão da segurança pública no Brasil. A PEC, apresentada pelo Governo Federal e em tramitação no Senado, concentra na União as principais decisões e planejamento do setor. Delegada da Polícia Civil de São Paulo, Raquel é diretora de Relações Sociais e Institucionais e porta-voz da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol). “Como porta-voz dos delegados do Brasil, temos que ir lá reforçar o coro de não tirar a autonomia dos estados. É uma proposta que mais causa caos e insegurança do que segurança”. Raquel, porém, está perto de assumir o mandato de deputada estadual. Primeira suplente do PL na Assembleia Legislativa (Alesp), ela aguarda a saída do deputado Carlos Cezar, que deve ser nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A delegada ficou quase 11 meses como secretária em Santos. Mesmo sendo do PL, partido de oposição ao prefeito Rogério Santos (Republicanos), assumiu o cargo em uma união boa a ambos. O prefeito buscava reforçar ações na segurança e atrair eleitores mais à direita. Já ela teve seu nome sob holofotes na pretensão de disputar novas eleições. Perfil Desde os primeiros dias como secretária de Segurança, Raquel mostrou que manteria o perfil que sempre a marcou. Com arma em punho, acompanhava rondas e abordagens da Guarda Civil Municipal (GCM), com registros e postagens dos vídeos nas redes sociais. Na Câmara... Embora as aparições da delegada gerassem muitas curtidas nas redes, havia quem discordasse do modus operandi. Insatisfações começaram a surgir na Câmara. Até que própria bancada do PL, de uma ala mais ligada à deputada federal Rosana Valle (PL), começou a pedir explicações para Raquel. Carro Uma das questões foi o suposto uso da viatura da GCM de Santos para fins pessoais, ao que a então secretária agiu de forma dura, ameaçando processar criminalmente o vereador Allison Sales (PL). A partir daí, o atrito com o Legislativo só cresceu e foi ficando insustentável. Desfecho Alguns vereadores até saíram em defesa da delegada, mas nada que conseguisse manter Raquel no cargo. E quando os parlamentares da situação resolveram acabar com o problema, só teria restado ao prefeito exonerar a secretária. A informação, apurada por A Tribuna, não foi confirmada oficialmente pelo prefeito nem pela ex-secretária. Audiência pública Acontece na próxima sexta-feira, às 19 horas, na Câmara de Santos, audiência pública solicitada pela Prefeitura para apresentação da prestação de contas do 1º quadrimestre de 2025 pela Secretaria Municipal de Finanças e Gestão. Os balanços devem expostos, como em outras vezes, pelo titular da pasta, o secretário Adriano Leocadio. Vetou projeto A Câmara de Guarujá vota, amanhã, o veto do prefeito Farid Madi (Pode) ao Projeto de Lei (PL) 32/2025, da vereadora Adriana Machado (PSD, foto), aprovado pelo Legislativo. Proposta O PL autoriza a Prefeitura a não contratar para cargos públicos pessoas condenadas por feminicídio, estupro, assédio sexual ou violência doméstica. O prefeito alegou que a proposta é inconstitucional. CEV Neste domingo (25), a coluna publicou que o vereador de São Vicente Fernando Paulino (PSD) questionou a Prefeitura sobre a exploração de serviços de locação de patinetes, bicicletas elétricas ou ciclomotores na Cidade. Além disso, Paulino protocolou na Câmara o pedido de criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV). Trabalho A CEV, composta por três parlamentares, teria 180 dias tratar sobre a regulamentação do uso, fiscalização, locação e comercialização de patinetes, bicicletas, ciclomotores elétricos e outros equipamentos com propulsão própria.