(Alexsander Ferraz/ AT) Está perto do fim, por vontade própria, a gestão da delegada de Polícia Civil licenciada Raquel Gallinati à frente da Secretaria de Segurança de Santos. Fonte próxima a ela afirmou ter recebido a confirmação de que deixará o cargo: será logo, mas resta definir quando. Ela, que ontem à noite estava na Câmara Federal, em Brasília, disse à coluna, por telefone, que “não confirmo” rumores nesse sentido. Mas, após citar o fato de que é primeira suplente do PL na Assembleia Legislativa, encerrou dois minutos de conversa com esta frase: “Em breve, vocês saberão” a atitude que tomará. A Prefeitura negou que a informação fosse procedente e declarou que ela permanece na secretaria. Porém, como apurou a coluna, a saída de Raquel não é uma decisão repentina. Mais do que os embates com a bancada de vereadores do PL — mesmo partido que o dela, mas de oposição ao Governo —, a secretária analisa que seu papel de fortalecimento da Guarda Civil Municipal (GCM) está cumprido. E tem visão diferente de quem, na Administração, defende forças-tarefa para remoção e deslocamentos de sem-teto. Raquel pensa que cabe à GCM dar respaldo a equipes de assistência social. Em artigo recente, escreveu que não se deve confundir segurança com “limpeza urbana”. Se chegar ao dia 25 no cargo, completará 11 meses na secretaria. Agenda cheia Paralelamente às funções como secretária, Raquel Gallinati é diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), participa de programas de televisão em São Paulo e tem comparecido a solenidades relacionadas à segurança. Uma categoria Na última sexta-feira (16), ela recebeu homenagem da Associação Brasileira de Letras das Guardas Municipais, na Câmara paulistana. É uma categoria com a qual tem se fortalecido, com vistas à eleição de 2026 para a Assembleia Legislativa. Não explicou A secretária, contudo, faltou, sem dar justificativa, à audiência pública promovida na Câmara de Santos sobre segurança, na segunda (19). O vereador Sérgio Santana (PL) disse que ela havia confirmado presença. Questão de gênero Um vereador governista reparou que Raquel deixou material a ser exposto nessa audiência, o que foi feito pelo subinspetor da GCM, Sérgio Lúcio da Costa. “No último slide, estava escrito ‘Obrigada’”, viu ele, ao acrescentar que “o tempo dela (na pasta) já estava se esgotando”. Embates Raquel Gallinati foi alvo de dois pedidos de convocação (ida obrigatória à Câmara, rejeitados) por vereadores do PL, um convite (aprovado na semana passada) e acusação de suposto uso de um veículo descaracterizado para fins pessoais. O Legislativo emitiu nota de repúdio a ela por uma gravação na qual Raquel teria sido ofensiva com vereadores. Em Mongaguá O Ministério Público Eleitoral se manifestou contrário às duas impugnações da candidatura de Cristina Wiazowski (PP) à Prefeitura. Restam decisões da Justiça Eleitoral. Emendas: mais ainda Os vereadores de Santos terão aumento de 56% no valor para emendas parlamentares em 2026. A Casa aprovou uma mudança proposta por Rui De Rosis Junior (PL) e elevará o percentual sobre a receita líquida da Prefeitura a ser destinado às emendas. Além do previsto Como a coluna noticiou nesta terça (20), a Lei Orgânica Municipal prevê de 1,2% a 2% para emendas. Benedito Furtado (PSB) sugeriu elevar o percentual mínimo para 1,3%. De Rosis foi além: 1,8%. Havia parecer da Comissão de Constituição e Justiça contrário a esse índice maior, derrubado por 16 votos a três. Para cada um Assim, em vez de R\$ 2,736 milhões para cada vereador em 2026, serão R\$ 4,289 milhões — 50% para saúde. Os cálculos são da coluna. IR dos separados A deputada federal Rosana Valle (PL) quer mudar parte da lei que regula o Imposto de Renda (IR) para favorecer pais separados. Exemplo: se têm um filho, poderiam incluí-lo na declaração e ter direito, cada, a até 50% de dedução do imposto permitida por dependente.