Os prefeitos Ademário Oliveira, de Cubatão, e Válter Suman, de Guarujá (Alexsander Ferraz e Carlos Nogueira) Nenhum dos candidatos às nove prefeituras da Baixada Santista, neste ano, será do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2020, quando os tucanos ainda governavam o Estado, a sigla teve sete prefeitos eleitos na região. Perdeu apenas em Mongaguá, por diferença de 5,5 pontos percentuais, e em São Vicente, onde chegou ao segundo turno. Reflexos dos cenários políticos no País e em São Paulo fizeram o PSDB se desmanchar na região. Na janela partidária, a legenda, que tinha a maior bancada de vereadores eleita em 2020, com 32, ficou com quatro. E, dos prefeitos peessedebistas, só não deixaram a agremiação os de Cubatão, Ademário Oliveira (à esquerda), e Guarujá, Válter Suman (à direita). O primeiro apoia um sucessor do PSD, o vereador e ex-secretário de Governo — e, também, ex-tucano — César Nascimento. A disputa ao Executivo guarujaense seria o último refúgio do PSDB. Na convenção da Federação PSDB-Cidadania, no domingo, decidiu-se não tentar a Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Liberados Ainda na semana passada, Válter Suman havia liberado a federação e seu grupo político a fazer o que desejasse — inclusive, não manter a pré-candidatura de Adilson Luiz de Jesus, que foi secretário municipal de Infraestrutura e Obras. Com ninguém Não só: o prefeito “não se posicionará em favor de nenhuma candidatura”, diz sua assessoria. “Vai se empenhar em finalizar o mandato, para o qual foi eleito com a maior votação da história de Guarujá.” Repúdio Ainda na Cidade, continua ecoando a declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, segundo a qual “você chega no Guarujá e é uma tristeza. O eleitor de Santos é esclarecido”. Mais candidatos a prefeito a repudiam. Separatismo Marcelo Pepe (PSB) vê “uma fala separatista e preconceituosa sem precedentes” e que Costa “confunde o direito de expressão com ofensas ao cidadão guarujaense”. Preconceito Para Thaís Margarido (União), “foi uma declaração extremamente infeliz, para não dizer preconceituosa. Demonstra que ele (Costa), minimamente, não conhece a Cidade”. Um parêntese A propósito, Thaís e o União Brasil definiram quem será o vice em sua chapa. Trata-se do empresário Maurício Mônaco, o Maurício da Capra. Ele trabalha na Cidade há cerca de 40 anos e é dono de uma conhecida autoescola local. Segundo a candidata, ele é um “outsider”: jamais disputou cargo eletivo e decidiu participar da eleição “porque acredita no projeto”. Jogo político O ex-deputado federal Júnior Bozzella (União, foto) é um dos políticos locais próximos da atual diretoria do Santos Futebol Clube. Atua como assessor especial do presidente Marcelo Teixeira e representou a família na convenção que confirmou a candidatura de Rogério Santos (Republicanos) para a reeleição à Prefeitura santista. Relações O União Brasil integra a coligação. O PSD também. Este partido tem Marcelo Teixeira como presidente de honra e Marcelo Teixeira Filho à frente do diretório muncipal. Em 2016, Júnior Bozzella tentou a Prefeitura de São Vicente pelo PSD. Cada um... Também esteve na convenção que oficializou o nome de Rogério Santos, no sábado (3), o ex-deputado federal e ex-prefeito Beto Mansur. Na Câmara Federal até 2019, ele integrou o PRB, atual Republicanos, pelo qual foi eleito em 2016 para um de seus mandatos. ... de um lado Horas mais tarde, o deputado estadual Paulo Mansur (PL), sobrinho do ex-prefeito, participou da convenção que confirmou a candidatura da deputada federal Rosana Valle, de quem é colega de partido, ao Palácio José Bonifácio. “Podendo desonerar, ótimo, mas sou da linha da responsabilidade fiscal. O que não podeé fazer déficit. Aí, tem juros mais altos e inflação”, Geraldo Alckmin (PSB), presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, sobre o projeto de desoneração da folha salarial.