(Vanessa Rodrigues/AT) O PSB age em nível federal para emplacar uma proposta que, na última semana, o deputado estadual e presidente paulista do partido, Caio França, levou à Assembleia Legislativa: a de instituir uma espécie de Operação Verão na saúde, com um Plano Estadual de Reforço à Saúde Pública na Baixada Santista entre 1o de dezembro e 31 de março. Na quinta-feira, o secretário de Saúde de Santos, Fábio Figueiredo Lopez — que até março era presidente do diretório municipal socialista —, foi recebido, em Brasília, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O encontro foi intermediado pelo ministro do Empreendedorismo e atual primeiro-secretário de Finanças da Executiva Nacional do PSB, Márcio França, pai de Caio. “Apresentei essa proposta ao ministro. Ele também foi bastante receptivo. Determinou que fosse instalado um grupo de trabalho para poder avançar em relação a essa ação, para que nós possamos ter, efetivamente, um custeio maior na área da saúde durante o verão”, afirmou Fábio Lopez, em vídeo gravado após a visita. O ‘também’ na frase referente à postura de Padilha foi dito porque o ministro teria dado indicação favorável a um pedido para Santos: o aumento do teto financeiro para procedimentos de saúde de média e alta complexidades, desde fevereiro sob análise do ministério. Últimos dias O iminente fim do PSDB, tal qual é conhecido — e do qual o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa disse que sairá, após sua fusão ou incorporação pelo Podemos —, se dará após transformações ideológicas que o levaram ao poder central e, anos depois, o afastaram dele. Ideologias O Partido da Social Democracia Brasileira surgiu em 1988 de uma dissidência do PMDB, que o grupo acusava de fisiologismo e afastamento de princípios. Era de centro-esquerda. Aliou-se à direita em 1994 ao ter, na chapa de Fernando Henrique Cardoso à Presidência, um vice do PFL, Marco Maciel. Mais à direita A polarização com o PT atingiu o ápice na reeleição de Dilma Rousseff, em 2014, contestada abertamente por seu adversário, o tucano Aécio Neves. Fora do segundo turno de 2018, o PSDB procurou aproximar-se de Jair Bolsonaro, sobretudo com o então candidato a governador João Doria. Eles brigariam. Tem tempo Paulo Alexandre Barbosa não se alinha à visão política mais recente do PSDB. Para o PL, não irá, tanto por ideologia quanto por estar na sigla a adversária e também deputada Rosana Valle. Ao PT, também não. Tem até abril para se decidir. Falta uma semana... O empresário da construção civil Luiz Moura, que em abril desistiu de ser pré-candidato à Prefeitura de Mongaguá pelo MDB, decidiu apoiar Cristina Wiazowski (PP). ... para a eleição O candidato do União ao Executivo, Rodrigo Casa Branca (União), postou que “Rodrigo é presença real, não disfarce eleitoral”, em alusão à adversária, ex-primeira-dama. CAPs em foco Quase cinco anos depois de a deputada federal Rosana Valle (PL) tê-lo apresentado, o projeto de lei para retomar a força dos conselhos de autoridade portuária recebeu parecer da primeira das três comissões por que passará: a de Administração e Serviço Público. Aprovado na terça O relator do texto na comissão, deputado Luiz Gastão (PSD-CE) juntou ao texto de Rosana outros dois projetos e redigiu um substitutivo. Atribuições Rosana queria que o CAP, consultivo, decidisse sobre operações, estímulo comercial e normas de produtividade nos portos. Pelo substitutivo, deverá “propor ações e emitir posicionamentos”, com direito de vetar indicações à administração do Porto, e ter presidente indicado pela União. Para a deputada, em relação a hoje, os CAPs ganharão autonomia. Correção Ao contrário do informado ontem, Melissa, filha do prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), e da presidente do Fundo Social de Solidariedade do Município, Thaynã Amado, nasceu em 1o de maio. Faz um mês hoje.