[[legacy_image_332427]] Um grito fez Tarcísio rir e Lula recordar o passadoO clima amistoso e sorridente da solenidade de ontem no Porto teve, até, participação da plateia. Foi quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a contar, em seu discurso, que, “se vocês não sabem, o Tarcísio trabalhou no Dnit, fazendo o gasoduto Coari-Manaus quando eu era presidente”. Hoje governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) trabalhou no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do qual foi diretor-geral com Dilma Rousseff no Governo Federal. Naquele instante, alguém gritou: “Volta pro PT, Tarcísio!”. Ele começou a rir e assim permaneceu enquanto Lula dizia que “eu encontrei com o Tarcísio em Coari, no meio da Amazônia, trabalhando no gasoduto. Depois, o Tarcísio trabalhou com a Dilma Rousseff. Depois, eu estranhei ele trabalhar com o Bolsonaro, mas paciência. É uma opção dele. E, depois, ele ganhou de nós as eleições. O que é que eu vou lamentar?”. Até a próximaO presidente continuou, repetindo: “O que é que eu vou lamentar? Eu tenho que parabenizar e me preparar pra derrotar você nas próximas eleições”. Ele e Freitas riram e apertaram as mãos. “E, enquanto a gente estiver governando, a gente tem que trabalhar”, prosseguiu. RespeitoA seguir, Lula falou seriamente, virando as costas ao público e dirigindo-se ao governador: “Da minha parte, não faltará um minuto de respeito ao papel que você deve (fazer) em São Paulo, da mesma forma que eu fiz com o (Geraldo) Alckmin (vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)”. Foi assimOs risos voltaram quando o petista comentou que “o Alckmin, nós brigamos tanto. Olha como é que a gente tá agora, casadinho, ó. Casadinho. Nós estamos separados pela dona Lu (segunda-dama) e pela dona Janja (primeira-dama). (...) O Brasil precisa de harmonia”. PrivilégioTarcísio de Freitas falou antes. Exaltou a ação conjunta com o Governo Federal para a construção do túnel Santos-Guarujá e lembrou os quase 100 anos de debates sobre a obra. “Talvez eu seja um privilegiado de estar participando deste momento emblemático”, considerou. CréditosAusentes, dois deputados federais partilharam sua participação no projeto. Rosana Valle (PL) postou vídeo no qual o governador a parabeniza: “Acompanhou esse processo desde o início”. Alberto Mourão (MDB) enviou nota lembrando que relatou projeto para reservar R\$ 50 milhões em estudos para o túnel. Camisas 10O presidente do Santos Futebol Clube, Marcelo Teixeira, distribuiu camisas personalizadas do time com o número 10 para Lula, Tarcísio de Freitas, Geraldo Alckmin e para os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Fernando Haddad (Fazenda) e Márcio França (Empreendedorismo). Estava “estreitando” relações para “futuras parcerias entre o clube e a Autoridade Portuária”. Mais um passoUma semana antes, o presidente da APS, Anderson Pomini, foi ao Santos. Tratou da possibilidade de a estatal patrocinar a equipe, como noticiado no domingo. DecepçãoPara o Instituto Arte no Dique, de Santos, tristeza. Crianças ensaiaram o Hino Nacional para entoar ontem, mas, segundo a ONG, “foram preteridas pelo cerimonial do Ministério dos Portos, após tratativa com o Gabinete da Presidência”. ExplicaçõesO ministério disse não ter recebido “solicitação formal” da ONG. A Secretaria de Comunicação da Presidência, que “deve ter tido algum problema de comunicação entre as instituições envolvidas na organização da agenda” e “lamenta que não foi possível a apresentação”. Frase“Está na hora, realmente, de celebrar o que é histórico. Não importa ter opinião diferente. O que importa é enxergar o verdadeiro interesse público”Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador, durante o anúncio da parceria de União e Estado para construção do túnel Santos-Guarujá.