(Divulgação) Aprovado nos minutos finais de terça-feira (8) pela Câmara Federal, por 209 votos a 165 e com quatro abstenções, um projeto de lei para criação de cargos no Supremo Tribunal Federal (STF) teve debates políticos e orçamentários que alcançaram a política na Baixada Santista. A iniciativa partiu da deputada federal Rosana Valle (PL), que criticou o “inchaço da máquina pública”. Ela votou contra a abertura de 160 funções comissionadas e 40 cargos de agente da polícia judicial no STF, que significará um acréscimo anual de despesas de R\$ 7,813 milhões neste ano só com os cargos em comissão; não se estimaram gastos com segurança. E, por isso, julgou necessário “divulgar os nomes de quem ajudou o STF”. Indiretamente, era uma referência ao deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que votou a favor. Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), não votou. Também foi, por parte de Rosana, a expressão de seu descontentamento com a repercussão de um voto que proferiu, no dia 25, a favor de uma emenda ao projeto de lei que elevará o número de deputados federais no País a partir de 2027, de 513 para 531 — Da Cunha também votou sim; Barbosa, não. A emenda visa a impedir aumento real de gasto com os futuros parlamentares e verbas de gabinete e auxílio-moradia. O fato levou a esclarecimentos da deputada. Os três rejeitaram Rosana lembrou que, em maio, havia votado contra o aumento de cadeiras. A medida não mexe na bancada paulista. Também votaram contra ela Barbosa e Da Cunha. ‘Sim’ quis dizer ‘não’... Quando se votou a emenda, Rosana alegou ter dito sim porque, como a maioria havia aprovado as novas vagas para deputados, era preciso garantir que as despesas não subissem. Isso, em termos reais: estima-se que os parlamentares extras e a estrutura em torno deles representarão, pelo menos, R\$ 10 milhões por ano de 2027 a 2031, mais do que 160 comissionados no STF. ... e vice-versa, alegou Com esse argumento, a deputada traçou defesa afirmando que quem votou não à emenda estaria defendendo mais despesas — a despeito de os demais deputados da região também terem sido contra, em maio, ao aumento de cadeiras. Fonte natural Energia Solar em Comunidades: é o tema de uma roda de conversa nesta sexta-feira (11), às 16 horas, no Sindicato dos Bancários, na Encruzilhada, em Santos. É promovida pela entidade e pelo Instituto Telma de Souza. Zona de interesse Após o recesso, em 6 de agosto, às 19 horas, a Câmara de Santos terá audiência pública sobre a mudança de uso prevista para duas áreas da Avenida Ana Costa, na Vila Mathias. A Prefeitura quer permitir que o dono delas a utilize para finalidade diferente de habitação popular. Chegando Será às 18 horas desta sexta a posse de Cristina Wiazowski (PP) na Prefeitura de Mongaguá, com Julio Cezar de Carvalho Santos (PDT) como vice-prefeito. Hoje, ambos serão diplomados virtualmente.