[[legacy_image_305520]] Retirado, pelo que se apurou, por ausência de releitura atenta do que foi escrito para justificar sua apresentação, o projeto de decreto legislativo para a concessão da Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recomeçará do zero. O autor, Fábio Duarte (Pode), precisará de assinaturas da maioria simples da Câmara de Santos (pelo menos 11 dos 21 vereadores) para registrá-lo de novo, o que promete para a sessão de terça-feira. Mas talvez não peça urgência em pautar o texto — ao contrário do que fez na sessão de terça passada, a fim de que entrasse na pauta de ontem. Assim, evitaria correr um risco antes de 3 de novembro, quando se cogita que Bolsonaro estará na Cidade para participar da entrega de um veículo ao Corpo de Bombeiros: o de que o projeto não tivesse quórum para aprovação. Propostas de homenagem dependem de dois terços da Casa, ou 14 votos. Com menos, ainda que com maioria, são arquivadas. Pontos de vistaPraticamente todos os projetos de concessão de honrarias em Santos acabam aprovados por aclamação. É quando não se pede para que cada vereador diga como vota. Do contrário, a votação é nominal e aberta. E, no caso de Bolsonaro, há entusiastas e críticos declarados. Votaria do hospitalOntem, quando a votação ocorreria, pelo menos um voto seria dado a distância. Na quarta, o vereador Sérgio Santana (PL) deu entrada no Hospital Ana Costa com uma infecção e disse que participaria da sessão pela internet, para votar a favor. Não aos inelegíveisO vereador Benedito Furtado (PSB) afirma que o projeto da medalha é “ilegal”, pois “não podemos homenagear pessoas inelegíveis”, como Bolsonaro, até 2030. Porém, a punição não transitou em julgado: ainda cabe recurso, o que foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Projeto contra“Alguém acredita que o Supremo vai livrar a cara dele?”, indagou Furtado. “Se entrar com o projeto (e for aprovado), nós vamos entrar com um projeto para cassar o título dele. Essa é a regra”, antecipou. Promete devolverLaureado em 2002 com a Medalha Braz Cubas, o médico infectologista Marcos Caseiro gravou vídeo para dizer que, se a homenagem a Bolsonaro passasse, devolveria a dele. Explica por quê“Essa figura foi claramente responsável por esse excesso de mortes (pela covid-19), (...) imitando pacientes com falta de ar. Eu não quero compartilhar uma honraria dessa com uma pessoa tão desprovida de caráter como esse ex-presidente.” Entrada históricaO prefeito Kayo Amado (Pode) estima em R\$ 30 milhões o custo da criação de uma “entrada histórica” para São Vicente. Consistiria na recuperação da Avenida Tupiniquins, entre os limites com Praia Grande e a Ponte Pênsil, passando pelo historicamente tombado Porto das Naus — em ruínas. Túnel do tempo“Assim como cidades turísticas possuem uma entrada simbólica, quero que a Avenida Tupiniquins seja, no futuro, sua entrada histórica”, projetou Amado, ao repórter Anderson Firmino. “Como se você estivesse entrando num túnel do tempo da história”, acrescentou. A ideia viveA revitalização do Porto das Naus e do entorno foi aventada em fevereiro, quando o ex-prefeito vicentino e então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, esteve no Município. “Mas a gente não desistiu da ideia”, declarou o prefeito, citando que apresentou o plano ao secretário estadual de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena. Turismo náuticoOutra pretensão é que o Estado crie um “distrito náutico” na Cidade, na área de marinas. Para isso, declarou ter apoio do deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD). “É natural que eu esteja (preocupado). Uma pessoa que tem como bandeira romper com o Brasil, uma relação construída ao longo de séculos, preocupa” Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em entrevista à Reuters, sobre a hipotética vitória de Javier Milei à Presidência da Argentina.