[[legacy_image_260213]] Um acordo de lideranças partidárias resultou na retirada do pedido de urgência para a votação do projeto que mudaria a lei relativa ao Fundo de Incentivo à Construção de Habitação Popular (Fincohap) em Santos, de autoria da Prefeitura. Apreensivos com o teor do texto, representantes de movimentos por moradia ocuparam parte das galerias da Câmara na sessão de ontem. Eles entenderam que havia risco a moradores de áreas ocupadas de forma irregular, por se prever a demolição de residências em áreas de invasão, sob situação de emergência declarada pela Prefeitura ou em “risco socioambiental”. O líder do Governo na Casa, Adilson Júnior (PP), declarou que o texto foi “mal interpretado”, pois o objetivo é derrubar só imóveis desocupados. “Não é para tirar a casa seja lá de quem for. (...) Existem casas identificadas e famílias (delas retiradas) que recebem auxílio aluguel e estão em programas habitacionais”. Mas, “às vezes, é de difícil compreensão o que a gente escreve”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Após audiênciaEm resumo, o pedido de urgência na votação foi retirado. O projeto continuará tramitando em comissões da Câmara, mas, possivelmente, só será posto novamente em votação após audiência pública para o debate dessa questão. O encontro deverá ocorrer em maio. Pedirá para tirarEssa reunião será solicitada pelo vereador Francisco Nogueira (PT), presidente da Comissão de Desenvolvimento e Habitação Social da Câmara. Ele prometeu discutir o projeto com movimentos de moradia e pedir “que o prefeito (Rogério Santos, PSDB) retire o projeto”. “Surpreendidos”Dirigindo-se ao presidente da Casa, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), e ao público nas galerias, a vereadora Telma de Souza (PT) declarou que “fomos surpreendidos” com a pautação do projeto com urgência. “Quero pedir a extrema consideração de não se pautar uma ação desse perfil quando as pessoas não forem ouvidas”, disse. PedalandoDois deputados estaduais da região já assinaram o pedido de criação da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Cicloviária: Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), e Paulo Corrêa Júnior (PSD). Terá como presidente Sebastião Santos (Republicanos). Esperança e dúvidaÉ mais um espaço no qual o presidente da Associação Brasileira de Ciclistas, Jessé Teixeira Félix, espera incentivar o uso da bicicleta. Cobra apoio do Estado e se diz cético quanto ao Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística. “Serão R\$ 200 milhões para ciclovias. Onde vão arrumar esse dinheiro?” No PalácioA questão da mobilidade urbana foi tratada ontem entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB, foto), que esteve no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Relação federalUm dos temas que discutiram com mais destaque, segundo Barbosa, foram obras portuárias: a ligação por terra entre Santos e Guarujá, a recuperação dos armazéns 1 ao 8 e a ideia de transferir para a região central santista o terminal de passageiros de navios. Brasil no Polo SulA deputada federal Rosana Valle (PL) tem nova atribuição. É vice-presidente da Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro — um trabalho de pesquisas da Marinha nesse continente. Ela deseja incrementá-lo. Saúde públicaAutor da lei que busca facilitar o acesso de pacientes a medicamentos à base de Cannabis, o deputado estadual Caio França (PSB) assumirá, em maio, um grupo que relançará na Assembleia: a Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial. Um objetivo é elaborar políticas públicas ligadas a esses medicamentos.