Aguarda sanção ou veto do governador Tarcísio de Freitas um projeto de lei apresentado em 2022 pelo deputado estadual Caio França (Rodrigo Costa/Assembleia Legislativa) Aguarda sanção ou veto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) um projeto de lei apresentado em 2022 pelo deputado estadual Caio França (PSB). Busca instituir a Semana Estadual de Educação Midiática, a ser realizada anualmente, no último fim de semana de outubro. Conforme o texto, aprovado na terça-feira pela Assembleia Legislativa, a iniciativa transcorrerá na mesma época da Semana Global de Alfabetização Midiática e Informacional, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Caso o Governo do Estado adote a iniciativa, escolas dos ensinos Fundamental II (do 6º ao 9º ano) e Médio poderão promover iniciativas alusivas à questão. O mesmo valerá para colégios municipais e para a “sociedade em geral” em espaços comunitários. Entre outras ações sugeridas no projeto de França, estão “explorar a criação” de associações, ONGs e redes regionais de educação midiática e formar professores nesse segmento. Um e outro A aprovação do projeto de França ocorreu no mesmo dia em que a Câmara Federal acatou o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inclusão de um artigo no Código Penal. O texto previa de um a cinco anos de prisão, mais multa, para quem promovesse ou financiasse, diretamente ou por terceiros, informações sabidamente falsas por aplicativos de mensagem e que fossem “capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral”. Três favoráveis Os três deputados federais da região que participaram da sessão — Alberto Mourão (MDB) não votou — foram favoráveis ao veto e disseram ser preciso discutir melhor a definição das chamadas fake news. Sem objetividade Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), alegou que o ponto do projeto vetado pelo então presidente “não definia critérios objetivos para definição (sic) de qual conduta seria objeto da criminaliza-ção, o que acabaria por provocar enorme insegurança jurídica”. Opiniões criminosas Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) julgou que a proposta era “vaga e subjetiva” e poderia enquadrar manifestações e opiniões como criminosas. “A Justiça Eleitoral já criminaliza a disseminação de fake news durante o período eleitoral, com que concordo integralmente.” Conceito aberto Rosana Valle (PL) avaliou que a “definição do que é considerado fake news no Brasil ainda é extremamente aberta” e poderia servir “como instrumento de censura e de perseguição política” da oposição, “seja ela qual for”. E é preciso concluir quem “vai separar fake de news”.<MC1> Virando a chave O deputado Alberto Mourão está mergulhando na pré-campanha à Prefeitura praia-grandense. Ontem, atualizou sua foto de capa no Facebook, postou sua pretensão no Instagram e lançou slogan: “Sempre por Praia Grande”. Olá, pessoal Paulo Alexandre Barbosa, vez ou outra cogitado como pré-candidato a prefeito de Santos, postou em redes sociais, nesta semana, uma mensagem na qual se apresenta como “advogado de formação e político por vocação”. Quer revogar O vereador Sérgio Santana (PL), de Santos, apresentou projeto de lei complementar (PLC) para revogar um artigo da LC 931, de 2016, que proíbe cartazes ou publicidade dentro e fora de passarelas aéreas sobre logradouros públicos. Ele o fez após a Prefeitura intimar um grupo empresarial a retirar propaganda entre dois prédios. Política LGBT A Associação da Parada LGBT de Santos marcou a sétima edição da iniciativa na Cidade para dia 30, em local e horário a definir. O tema será único no Estado: “Basta de negligência e retrocesso no Legislativo. Vote consciente pelos direitos da população LGBT+”. "Não é possível que, num mundo complexo como o nosso, o único sistema que não tenha regulamentação seja o sistema das redes sociais” Alexandre de Moraes, ministro do STF, que se despediu da presidência do TSE ontem. Na 2ª-feira, assumirá o posto a ministra Cármen Lúcia.