[[legacy_image_353829]] O ex-prefeito de Itanhaém e pré-candidato à prefeitura, Marco Aurélio Gomes (PL), foi condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão e multa pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva. Eduardo Gomes dos Santos, ex-secretário da Fazenda da Cidade e irmão do ex-prefeito, também foi condenado a pena idêntica. A sentença é da 1ª Vara de Orlândia, no Interior de São Paulo, após denúncia do Ministério Público em Franca, que investigou irregularidades no fornecimento de uniformes e material escolar, envolvendo empresas do Interior e de Itanhaém, e as prefeituras de Orlândia e da própria Itanhaém. O MP apresentou trocas de mensagens entre os empresários em que o ex-prefeito e seu irmão eram citados, sugerindo o pagamento sistemático de propina. “Este juízo se encontra devidamente convencido da configuração da associação criminosa formada pelos acusados Marco Aurélio e Eduardo juntamente com os membros da organização criminosa”, escreveu na sentença o juiz João Paulo Rodrigues da Cruz. ContestaçãoO advogado de defesa de Marco Aurélio e de Eduardo, Ricardo Ponzetto, contesta a sentença. Para ele, não foram observadas “algumas premissas” nas provas. Sem perícia“Em telefone de uma terceira pessoa foi coletada uma referência ao Marco Aurélio. Não foi pedida perícia dessa mensagem. Veja a temeridade”, postula Ponzetto. Além da falta de perícia judicial, outra alegação do advogado é que, à época das investigações, Marco Aurélio teria foro privilegiado, por ser prefeito – o que não teria sido observado. Embargo de declaraçãoPor isso, apesar da condenação ser em primeira instância e caber recurso, o advogado pretende primeiro ingressar com um pedido de embargo de declaração para o próprio juiz. A peça consiste em um reforço desses argumentos para que o magistrado, eventualmente, reconsidere a sentença. Os outros condenadosTambém foram condenados os empresários Saulo Trevisan Oliveira, Ayrton José Pereira Júnior, Marcel de Camargo Fomin, além da também empresária e ex-candidata a prefeita de Itanhaém, Cristiane Forssel Ferrara Fomin, a Cris Forssell (Podemos). Segunda vezEsta é a segunda condenação de Cristiane no âmbito dessa investigação do MP de Franca. Na primeira, em 11 de março, a sentença do mesmo juízo de Orlândia foi de sete anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime fechado, por integrar organização criminosa. Agora, a seis anos e oito meses de reclusão e multa, pelo delito de corrupção ativa. NegaCristiane nega que tenha cometido qualquer delito. “Uma mesma operação, as mesmas provas, os mesmos prints que não são do meu celular, a mesma comarca e uma sentença inicial absurda que seguramente será reformada no Tribunal”, declarou à coluna. Gostinho de quero maisOntem, durante visita à Unimes (leia mais na página A-7), o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, não descartou concorrer de novo ao Palácio dos Bandeirantes em 2026. “Eu fiquei como governador por muito pouco tempo (oito meses). Sempre fica um gostinho de querer tentar de novo”. O tempo vai dizerMas o tempo é o senhor dos caminhos. Segundo o ministro, na política, dois anos alteram muito uma vida. “Não dá para garantir, mas se eu tiver oportunidade, é claro que eu quero disputar”. Breve passagemFrança era vice e assumiu o Governo de São Paulo de abril a dezembro de 2018, substituindo Geraldo Alckmin, que foi concorrer à Presidência. Nas eleições, França tentou se manter na cadeira, mas perdeu o pleito para João Doria. “A valorização do serviço público, sem excesso, sem supersalário, com estruturação de carreira, é uma discussão que cabe na política de austeridade fiscal” Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (PSD-MG), sobre a PEC do Quinquênio, que sofreu críticas e pode impactar os cofres públicos.