Prefeitura de Praia Grande define substitutos após secretários serem exonerados visando as eleições (Alexsander Ferraz/AT) Exonerados na última semana do primeiro escalão de Praia Grande para disputar as eleições legislativas pelo PSD, os ex-secretários Cássio Navarro (de Governo, pré-candidato a deputado federal) e Lucas Mourão Glerean (de Projetos Especiais e Estratégicos, a estadual) já têm substitutos interinos. Na pasta de Governo, o prefeito Alberto Mourão (MDB) nomeou Katsu Yonamine, que é também secretário do Gabinete do Chefe do Executivo. Nascido no Japão e residente em Praia Grande desde 1960, antes de o território se emancipar de São Vicente (em 1967), Yonanime tem cerca de três décadas de trajetória no Poder Público. Seu primeiro cargo na Prefeitura foi o de chefe de Departamento e Gerenciamento das Administrações Regionais da Prefeitura, de 1997 a 2000. Depois, de 2001 a 2016, exerceu quatro mandatos consecutivos como vereador, em um período no qual foi líder de um dos governos de Mourão (entre 2003 e 2004) e presidente da Câmara (de 2009 a 2010). O outro interino, na pasta de Projetos Especiais, é Luis Fernando Félix de Paula, titular da Secretaria de Urbanismo. Servidor público estatutário, De Paula também tem longa convivência com o prefeito: ingressou na Prefeitura em 1993, ano em que começou o primeiro dos seis mandatos não consecutivos de Mourão. A interinidade não tem prazo definido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na linha Minutos após dizer que ficaria na Prefeitura de São Vicente, Kayo Amado (Pode) recebeu ligação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Conforme postou, “parabenizando minha decisão”. Condicional Se tivesse renunciado, São Vicente teria a vice, Sandra Conti (União), como primeira prefeita de sua história. E Amado teria sido o terceiro governante da Cidade a ir embora antes do fim por conta própria. Duas renúncias Os dois prefeitos vicentinos que o fizeram foram Roberto Andraus, em 15 de abril de 1961, sob protestos populares decorrentes de uma crise financeira e de gestão, e Koyu Iha, em 2 de fevereiro de 1981, por discordar da prorrogação artificial, por dois anos, dos mandatos de prefeitos e vereadores no País. Uma cassação Outro prefeito a não completar o mandato foi Charles Alexander de Souza Dantas Forbes, cassado em 20 de abril de 1966 após “investigação sumária” da ditadura militar sobre supostas irregularidades. Foram destituídos e tiveram direitos políticos suspensos ele, o vice Jaime Pinheiro Guimarães, os vereadores Ricardo Gonçalves Rocha, Osvaldo dos Santos e Osvaldo Toschi e três servidores da Prefeitura. Sem retorno Forbes tentou voltar à Prefeitura em 1982. Foi nono entre dez concorrentes: 900 votos. Sebastião Ribeiro da Silva foi eleito, com 16.887. Duas regiões O PDT tem um pré-candidato a deputado estadual que pretende representar Baixada e Vale do Ribeira: o psicoterapeuta Gustavo Rosa, filho do ex-prefeito de Cananeia José Herculano Rosa (1977-1983). Pelo consumidor O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD) propõe que a Câmara de Santos recrie a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor. Ela “se justifica pela crescente complexidade das relações de consumo e pela necessidade de acompanhamento mais próximo das demandas da população”. Reapareceria O Regimento Interno do Legislativo prevê 20 comissões permanentes. A de Defesa do Consumidor era a 17a. Em remodelação feita no ano passado, deu lugar à de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Pedágio Transferir o pedágio eletrônico na Rodovia Rio-Santos, hoje na Área Continental santista, para a Riviera de São Lourenço, em Bertioga. Assim propõe o vereador Benedito Furtado (PSB) ao Estado e ao Município. Prejuízo Moradores do Caruara, em Santos, alegam que manter ali o ponto de cobrança de tarifa prejudica “a parcela da população que mais depende da rodovia (Rio-Santos) para sua subsistência”, como justifica Furtado. Pagam-se R\$ 5,80 por sentido.