[[legacy_image_307227]] O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem exercido o pragmatismo ao administrar. No caso do Porto de Santos, ainda mais agora, em que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (na foto, com ele), é seu colega de partido — ainda que integrante do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fato é que não há jeito: para a concretização do sonhado túnel entre Santos e Guarujá, ainda que não se tenham dado detalhes do encontro que Costa e Freitas tiveram na terça-feira, em Brasília, sabe-se que União e Estado deverão atuar conjuntamente. Avalia-se como essa ação pragmática será aplicada às próximas eleições municipais. A situação em Santos é conhecida. A deputada federal e pré-candidata do PL ao Paço, Rosana Valle, se mostra bem próxima do governador. Mas, amanhã, o prefeito Rogério Santos (PSDB) se filiará ao Republicanos. Um assessor parlamentar revelou ter ouvido, em São Paulo, que Tarcísio de Freitas não deverá subir em nenhum palanque santista em 2024. Estreitar laçosAo repórter Anderson Firmino, o prefeito declarou que, hoje, quando o ministro estará em Santos, firmará com o Costa investimentos para a Cidade, “principalmente na região histórica”. “É um partido que está dialogando com todos os lados, com todos os setores. Essa assinatura é um elo que se fecha.” Super-ricosUm voto a favor, um contra e duas ausências. Foi a participação dos deputados federais da região na votação de quarta, na Câmara, para taxação de super-ricos e offshores (investimentos no exterior, sobretudo em paraísos fiscais). Incluir pessoasRosana Valle, contrária, afirmou que “o problema do Brasil não é a riqueza, mas sim, a pobreza extrema. O Governo precisa se preocupar em incluir as pessoas na economia formal, no trabalho digno, taxando a sociedade como um todo”. ConsideraçõesEla exemplificou que a alíquota de 22,5%, para rendimentos em torno de R\$ 50 mil, seria igual à “de quem tem milhões na conta”. Acusou o Governo de dar cargos e prometer verba para apressar o projeto. Votou a favorFavorável, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) disse acreditar que a taxação “garantirá a equidade tributária entre os mais ricos e os mais vulneráveis”. Mal sentirão“A proposta visa a tributar cerca de 2,5 mil brasileiros que detêm grandes fortunas e investem em empresas fora do País. (...) Além disso, para aqueles que detêm esses grandes valores, a tributação proposta é praticamente irrisória”, avaliou. Outro assuntoO deputado federal Alberto Mourão (MDB) também não votou o projeto de taxação porque, segundo sua assessoria, estava reunido com o diretor de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Aristides de Oliveira. Debateram melhorias no Samu em Praia Grande e a criação de um hospital oncológico e cardiológico na Baixada. Em geralMourão declarou que a taxação “não sobrecarrega as camadas mais vulneráveis da sociedade ou a classe média, mas, ao contrário, beneficia o conjunto da população com o aumento da arrecadação”. Diz que voltaráAusente desde que foi acusado de violência doméstica, Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), não votou, mas sua assessoria afirmou que ele defende taxar offshores. Em “licença médica”, deve voltar na próxima semana. FuncionalismoO Sindicato dos Estatutários de Santos (Sindest) começa a preparar a campanha salarial para fevereiro. Entre as metas, 5,40% de reajuste, 3% a acertar entre 2019 e ano que vem, 10% de aumento real, vale-refeição de R\$ 1.050,00 e cesta básica de R\$ 800,00. “Honesta e sinceramente, (...) se tem uma instituição que serviu bem ao Brasil nos últimos tempos, (...) foi o Supremo Tribunal Federal” Luís Roberto Barroso, presidente do STF, em uma atividade promovida pela Câmara dos Deputados, em Brasília, na quinta.