(Marcelo Camargo/Agência Brasil) Uma discussão regional no Podemos é se pré-candidatos do partido à Assembleia Legislativa podem fazer dobradinhas com deputados federais de outras siglas. Em Santos, o vereador Fabrício Cardoso é próximo do federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD). Em São Vicente, o vereador Jhony Sasaki é aliado da federal Rosana Valle (PL). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Como o Podemos agirá diante de situações assim? “Se tiver um bom acordo, tudo certo”, respondeu ao repórter Anderson Firmino a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP). Ela visitou o Grupo Tribuna ontem à tarde (leia mais nesta página). “‘Eu abro mão disso’, ‘você abre mão disso’, e a gente vai construindo caminhos. Então, ainda não fizemos essa definição. Mas não temos uma objeção a isso, desde que construído com o partido. Eu mesma tenho apoio de vários vereadores que não são do Podemos”, acrescenta. Dobradas à parte, o que se vê é a possibilidade de que cidades como São Vicente fiquem “muito bem” após a eleição, segundo o prefeito e coordenador regional do partido, Kayo Amado. Acha que, além da reeleição dos deputados estaduais vicentinos Caio França (PSB) e Solange Freitas (União), outro nome cotado é o do vereador Tiago Peretto — no Podemos e que promete destinar, “no mínimo, a metade” de suas emendas parlamentares à Cidade. Rumo ao meio Para Renata, o Podemos e outras siglas que não terão nomes à Presidência — Podemos, Republicanos, PP e União Brasil — fazem “movimento muito forte para a neutralidade”. Em seu partido, “vamos resolver esta semana. O cenário no Brasil está bem vivo”. Mas, “mesmo que fechasse um apoio nacional, tem estados de que a gente precisa respeitar a peculiaridade”. Só duas pistas Um problema, continua a presidente, é a inexistência de uma terceira via ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL). Outra questão, segundo Renata: “Na direita, está um matando o outro”. Três é demais “Se tivesse só (Romeu) Zema (Novo), Flávio e Lula, aí podia acontecer. Mas, com três candidatos de direita, não vai. Porque o cara vai ficar pensando assim: ‘Tá bom, posso ir pro (Ronaldo) Caiado (PSD), pro Zema ou pro Renan (Santos, do Missão)’. Qual a diferença entre eles?”, pergunta Renata Abreu. CEI: depoimentos A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Cubatão que apura a morte de uma criança de 2 anos no Pronto-Socorro Municipal, em junho, ouvirá nesta quinta-feira (23) representantes de três órgãos: Secretaria de Saúde, Instituto Alpha (que gerencia o PS) e Serviço de Verificação de Óbito (SVO), do Governo Estadual. Morte de criança A CEI informou ter ouvido ontem profissionais de saúde municipais, cujos nomes não foram citados. Matteo Lima Albertino, morador da Vila Natal, foi levado ao PS cubatense três vezes. Teve diagnóstico inicial de virose. Morreu com infecção generalizada. Vereadores tentam saber como se chegou a tal ponto. Mudou de CEP Deputado federal pela Baixada entre 2019 e 2023, Júnior Bozzella também está no Podemos e é pré-candidato a primeiro ou segundo suplente de senador. Agora, entretanto, pelo Paraná. Suplências Bozzella diz ter conversado no domingo com o governador Ratinho Junior e com o pré-candidato ao Senado Alexandre Curi, ambos do PSD. Um suplente de Curi foi decidido ontem: o deputado federal Nelsinho Padovani, do União Brasil — partido ao qual Bozzella foi filiado. Tudo são flores A ex-prefeita de Santos Telma de Souza (PT) recebeu ontem a visita de um colega de partido: o vereador e pré-candidato a deputado federal Marcos Caseiro. Ganhou orquídeas brancas. “Desejo sucesso em sua jornada e que ela floresça”, escreveu. Emedebistas O MDB tem mais um candidato a deputado federal na Baixada Santista: o influenciador digital Samuel Herisson, o Samuel Pitbull, de Itanhaém. Junta-se a João Pedro Sastre, o Gay de Direita, por Santos. Para deputado estadual, vai o advogado Raphael Fissore, de Santos.