(Vanessa Rodrigues/ AT) No final de 2024, os candidatos a vereador Perivaldo Oliveira Santana, o Perivaldo do Gás (PV), e Ana Paula dos Santos Ferreira, a Aninha Ferreira (PL), haviam acusado o MDB de fraudar a cota de gênero na eleição para a Câmara de São Vicente, no litoral de São Paulo. Seguindo entendimento do Ministério Público Eleitoral, a juíza da 177ª Zona Eleitoral na cidade, Vanessa Aufiero da Rocha, negou o pedido de cassação da chapa emedebista, que conquistara uma cadeira no Legislativo com Edivaldo Luiz Barbosa, o Edivaldo da Auto Escola. A magistrada julgou não haver provas suficientes de que mulheres teriam sido lançadas como candidatas laranjas para se atingir o mínimo de 30% de concorrentes do sexo feminino dentro do partido. Porém, após recurso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) determinou que os autos do processo voltassem à 177ª Zona Eleitoral para avaliação mais profunda e, assim, se emitisse uma sentença. Cinco candidatas do MDB apelaram ao TRE-SP e, sem sucesso, recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sexta-feira (13), por unanimidade, os sete ministros do TSE confirmaram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral e, assim, o pedido de cassação da chapa do MDB voltará à primeira instância. Advogado de Perivaldo e Aninha, Vinicius Vieira Dias da Cruz crê em solução antes do período eleitoral deste ano. Dois elementos Cruz acrescentou dois elementos a serem analisados pela Justiça Eleitoral em São Vicente. Um deles, um pedido de liminar (decisão provisória) para que Edivaldo Barbosa seja afastado do cargo — mas no qual o advogado não acredita que terá sucesso. O outro, o de que “apareceram novas provas”, mas “elas serão apresentadas no processo”. Sob acusação, fica Denunciado à Polícia Civil por, supostamente, aliciar menores de idade para exploração sexual, o vereador Diego Vieira (PRD), de Praia Grande, se defenderá sem se afastar do cargo. Assim diz seu advogado, Marco Antônio da Silva. Em vídeo, Vieira declarou inocência e sofrer “armação política rasteira”. Adolescentes acusam A mãe de um adolescente de 16 anos disse que o filho teria sido assediado pelo vereador em mensagens pelo Instagram. Nelas, “teria oferecido dinheiro e outras vantagens” ao jovem “em troca de favores sexuais”. Outro menor, de 15, também acusa Diego Vieira. Rio-São Paulo Parlamentares bolsonaristas da Baixada Santista aplaudiram o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que, no desfile oficial de Carnaval do Rio de Janeiro, teve como enredo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Reações “Deu ruim!”, postou a deputada federa Rosana Valle (PL), em meio a emojis (figuras) de risos e latas enferrujadas — em referência a uma ala chamada Neoconservadores em Conserva. O deputado estadual Tenente Coimbra (PL) viu “a primeira derrota” petista. “Coincidência ou consequência, fica a reflexão”, analisou o estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD), evangélico. Enredos eleitorais Outro deputado estadual da região, Paulo Mansur (PL), destacou o “enredo exaltando Lula em pleno ano eleitoral”, em postagem na qual incluiu imagens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Por meio desta Mansur, aliás, postou vídeo para mostrar que escreveu à mão uma carta a ser enviada a Bolsonaro. Do que se pôde ler das duas páginas, constam relatos da campanha digital que o deputado criou em defesa de prisão domiciliar para Bolsonaro e de um abaixo-assinado iniciado por ele com esse fim. “Minha lealdade é definitiva. Gratidão não prescreve”, redigiu. Abriu o bico De volta ao Carnaval, algo parecido com o de quarta-feira (18) se deu, 20 anos atrás, em São Paulo. A escola Leandro de Itaquera surgiu com esculturas gigantes do então prefeito paulistano José Serra e do governador na época, Geraldo Alckmin. A escultura de um tucano abria e fechava o bico — a ave simboliza o PSDB, do qual Alckmin sairia. E a escola... ... terminou rebaixada.