[[legacy_image_279769]] A possibilidade da cobrança de pedágio na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, incluída no programa de Parcerias Público-Privadas do Estado, têm esquentado o debate no Litoral Sul. Esta semana, após uma reunião com o secretário estadual de Parcerias em Investimento, Rafael Benini, o prefeito de Itanhaém, Tiago Cervantes (PSD), publicou um vídeo nas redes sociais reafirmando a posição contrária “a qualquer tipo de nova taxação que possa impactar de forma negativa a cidade de Itanhaém”. No vídeo, ao lado dos secretários municipais de Planejamento, César Ferreira, e o de Desenvolvimento Econômico, Rogélio Salceda, Cervantes afirmou já ter criado um grupo de trabalho para que “no momento oportuno (...) Itanhaém apresente suas demandas, suas necessidades” ao Governo do Estado. “É evidente que a estrada precisa de melhorias, segurança e tudo mais, mas não é aceitável que todas essas melhorias sejam pagas pelos nossos munícipes”, protestou o prefeito. Estudo de viabilidadeEm nota à coluna, a Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) informa que estão sendo feitos estudos de viabilidade sobre a concessão da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega e que “o Governo de São Paulo realizará audiências públicas para ouvir a sociedade sobre projeto até o fim deste mês”. Vias marginaisNa mesma nota, a Secretaria garante que serão construídas vias marginais à rodovia, que poderão ser utilizadas para o tráfego de veículos sem a cobrança de pedágio. Contudo, não especifica como esse modelo funcionaria, na prática. SolicitaçõesA SPI cita, ainda, a reunião do secretário Rafael Benini com os prefeitos das cidades do Litoral Sul. Nela, foram apresentadas pelos municípios propostas de melhorias, como instalação e reforma de passarelas, por exemplo. E afirma que o aporte da iniciativa privada nas rodovias incluídas no lote – não só a Padre Manuel da Nóbrega –, deve chegar a R\$ 4,2 bilhões. Reforma tributáriaA proposta de reforma tributária do Governo Federal, via Ministério da Fazenda, foi aprovada na Câmara em duas votações, sendo a última na madrugada de ontem. Entre o ‘sim’ e o ‘não’, quatro vozes saíram da Baixada Santista. Afinal, quais as razões do voto de cada deputado da região? Mais justiçaO deputado Alberto Mourão (MDB) votou sim. Ele defende que a tributação será mais justa, “melhorando a distribuição de recursos aos municípios, sem onerar o cidadão”. Com isso, garante-se mais recursos para investimentos, acredita. Vitória do PaísPara o Delegado Da Cunha (PP), a aprovação da reforma é uma “vitória do País”. O deputado enaltece a coragem que a Câmara teve de “enfrentar as graves distorções de um sistema tributário caótico”, de uma pauta “discutida há décadas”. Sistema defasadoPaulo Alexandre Barbosa (PSDB) votou sim “com convicção”. “Nosso sistema está defasado e adiar essa medida é atrasar o desenvolvimento do País”. Isenção de impostos da cesta básica é uma das virtudes apontadas pelo deputado. Pouco debateA deputada Rosana Valle (PL) foi contrária ao texto votado. Para ela, houve pouco tempo a análise e debate. “Todos concordamos que uma reforma é essencial, mas não podíamos votar um tema tão importante dessa forma”. DesabafoEm entrevista à TV Tribuna, Raquel Chini desabafou sobre os 128 refugiados afegãos abrigados no Município. “Fomos surpreendidos com a vinda quando já estavam na estrada”, disse, cobrando os governos Estadual e Federal para que façam sua parte. “Me preocupo: será que vou conseguir atender todas essas pessoas? E minha população também?”. “O governador Tarcísio não mereceu o que foi feito (...) aquilo merecia uma reprimenda por parte da direção do PL”.Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, sobre o atrito entre o governador de São Paulo e o ex-presidente Jair Bolsonaro.