(Mario Agra/Câmara dos Deputados - 11/7/24) Com o recorde regional que alcançou neste domingo (6), de ser eleito prefeito em sua cidade pela sexta vez, Alberto Mourão (MDB) se tornará um deputado federal a menos representando a Baixada Santista. Faltará definir quando renunciará, o que terá de fazer até 31 de dezembro próximo, para, no dia seguinte, tomar posse no Executivo. A coluna apurou que ele pretende começar o quanto antes a transição de governo com a prefeita Raquel Chini (Republicanos). Seu favoritismo foi desenhado logo que se apresentou pré-candidato, em uma pretensão que confirmou em 27 de maio. “Eu amo esta cidade e quero voltar pra continuar trabalhando por um futuro com muito mais oportunidades. O Executivo me deixa mais próximo das pessoas, e é isso que quero fazer”, disse, na ocasião. Foi a terceira vez que não permitiu que sucessores apoiados por ele tentassem um novo mandato, e com sucesso: em 2000, tomou tal atitude com Ricardo Yamauti e, em 2012, com Roberto Francisco dos Santos. Um ou dois Ainda não se sabe se a Baixada Santista ficará somente com um parlamentar a menos ou dois. Santos verá uma eleição em segundo turno pela primeira vez em 20 anos, e nela estará a deputada Rosana Valle (PL), superada por pouco pelo prefeito Rogério Santos. Segundo turno Terceira colocada na eleição, a vereadora Telma de Souza (PT) disse que, “com mais de 31 mil votos, 13% do eleitorado, sinto-me a grande vitoriosa da primeira parte dessas eleições, ao garantir a realização do segundo turno e ser decisiva para o resultado final”. Abstenções ‘vencem’ Uma curiosidade: deixaram de votar em Santos, neste domingo, 103.499 eleitores, ou 29,26% do total. É um número superior à quantidade de votos obtida pelo prefeito, o mais votado no primeiro turno (101.498). Absoluto Por falar em votação, o prefeito reeleito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), celebrou o fato de ter conquistado a maior votação da história da Cidade: 147.382 votos. Proporcional Mas, de forma proporcional, não superou o ex-prefeito Márcio França (PSB). Kayo obteve 87,6% dos votos válidos — excluídos nulos em branco. França, em 2000, 93%. Criatura e criador Em Itanhaém, ao ser reeleito prefeito, Tiago Cervantes (Republicanos) virou o discípulo que superou o mestre. Quando Marco Aurélio Gomes (PL) era prefeito, na gestão passada, tinha Cervantes como vice e o lançou para a Prefeitura. Depois, romperam politicamente. Marina em Santos A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que tem domicílio eleitoral em Santos, votou ontem na Unidade I da Fundação Lusíada, no Boqueirão. Esteve acompanhada da candidata Telma de Souza. Contratempo Ao votar, a vereadora apertou as teclas da urna, e não viu os dados aparecerem. O tempo para votar se esgotou. Mas, minutos depois, conseguiu-se resolver o problema sem necessidade de trocar o equipamento. “Justamente comigo que vai dar problema na tal da urna? Mas deu tudo certo”, brincou com repórteres, depois. Subiu à noite O marido da ministra, Fábio Vaz, tem família em Santos. À noite, Marina foi para São Paulo. Apareceu ao lado de Guilherme Boulos (PSOL), que passou para o segundo turno, contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em uma disputa apertada. Há seis décadas A eleição de Rui De Rosis Junior (PL) para vereador manterá, na Câmara de Santos, um sobrenome presente ali desde 1964. Surgiu na Casa com o avô, Oswaldo; passou para o tio, Marcus, e é representado hoje por Rui, pai do candidato. Nunca tantos eleitores saíram de casa para votar em um candidato. É uma responsabilidade gigante, mas as pessoas sentiram a cidade melhorando” Kayo Amado (Pode), prefeito reeleito de São Vicente, que alcançou a maior proporção de votos entre os candidatos ao Executivo na região.