(Reprodução) “Incidentes, acidentes, acontecem em todos os lugares. Guarujá é muito maior do que tudo isso”. Assim disse, em vídeo compartilhado, o ex-deputado federal Marcelo Squassoni (Republicanos), que tem base eleitoral na Cidade. Foi no final do domingo, quando se teve notícia do incêndio de uma van usada na campanha do candidato a prefeito Marcelo Pepe (PSB), ocorrido no sábado. “Guarujá não é mais perigoso do que Santos, do que São Vicente, do que Praia Grande, não é uma Cidade que você tenha temor de visitá-la ou de estar nela”. A coluna ponderou com o deputado que, em 2018, quando a Câmara votava intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, Squassoni pediu ao então governador Geraldo Alckmin que agisse depressa para proteger a população da Baixada Santista de criminosos que fugissem do Rio para o Litoral Paulista. “Faria de novo o mesmo pedido, mas não dá para apontar o dedo só para Guarujá”. Também fora do vídeo, citou um político local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Rebateu ministro Trata-se do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, que postou vídeo antes e pediu medidas estaduais e federais na Cidade. “O Márcio é meu amigo, mas somos todos iguais: Guarujá, São Vicente etc. (...) Não dá para pegar um fato isolado, no caso, um vandalismo a uma van de campanha, e dizer que a culpa é do ambiente tenebroso do Guarujá”, declarou Squassoni. Ninguém falou Nenhum dos outros oito candidatos à Prefeitura de Guarujá fez menção ao ataque à van utilizada por Pepe. Em compensação O concorrente socialista, aliás, foi quem mais recebeu verba partidária, por enquanto, para campanha: R\$ 1,3 milhão. José Manoel Ferreira Gonçalves, com R\$ 4.347,83 enviados pelo PSOL, é o último. Mas, afirma ele, “a energia é muito grande”. Sugere arquivar A unidade de Guarulhos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, propôs à Justiça que arquive a denúncia contra o ex-diretor-secretário da Câmara de Cubatão, Áureo Tupinambá, pela acusação de atuar em fraudes de licitações feitas no Município. Não sistemática Tupinambá foi um dos presos em abril — já está solto — na Operação Munditia, para desarticular ações criminosas no Poder Público ligadas ao PCC. “(...) A prova contra Áureo não denota atuação sistemática em favor das empresas conluiadas à cooptação ilícita de contratos públicos”, escreveram promotores do Gaeco. Eles, porém, não isentam o ex-vereador Ricardo de Oliveira (PSD) e a ex-secretária adjunta de Governo, Fabiana de Abreu Silva. Wiazowski: negado O juiz da 189a Zona Eleitoral, Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, indeferiu, ontem à tarde, o registro da candidatura de Paulo Wiazowski Filho (PP, foto) à Prefeitura de Mongaguá. O ex-prefeito recorreu no mesmo dia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), conforme sua assessoria de imprensa. Após dois pedidos Duas impugnações a Wiazowski haviam sido apresentadas pelo advogado Renato Donato (PSB) e pela coligação liderada pelo candidato governista ao Executivo, Rafael Redó (Republicanos). Parecer e rejeição As ações se basearam no fato de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu parecer contrário às contas de 2012 do então prefeito. A Câmara acatou o entendimento em 2023, e a inelegibilidade vale por oito anos a partir disso. Esperam reverter “Dentro de dez, 12 dias, tem a decisão de São Paulo. Eu tenho certeza que iremos ganhar”, considera Wiazowski. Seu advogado, Ricardo Vita Porto, afirma que a sentença do juiz da 189a Zona “não tem efeito imediato” e sustenta que “não houve qualquer irregularidade” nas contas do último ano de mandato ex-chefe do Executivo. “Acho que é preciso garantir o direito dos denunciantes, (mas) também garantir o amplo e pleno direito de defesa (em denúncia de crime sexual)” Macaé Evaristo, deputada federal (PT-MG), que aceitou convite para o Ministério dos Direitos Humanos em substituição a Silvio Almeida.