Está marcada para a sessão de terça-feira da Câmara de Guarujá a votação final de um projeto de lei para permitir a presença de cães nas faixas de areia e do mar em praias. A proposta é do vereador Carlos Eduardo Vargas (Solidariedade). Desde 2002, o Código de Posturas proíbe “o passeio ou a permanência de animais” nas praias. Vargas sugere que a circulação de cachorros seja autorizada em área “a ser demarcada e regulamentada”. O vereador lista argumentos em favor de sua ideia. Afirma que Guarujá é cidade turística; que cães “são considerados membros da família”; que muitos viajantes escolhem como destinos lugares que autorizam a presença de animais domésticos; em suma, que a frequência de cães em praias é “uma demanda sonegada à população”. “Animais saudáveis não transmitem doenças, e é nisso que temos que nos apegar: nas pessoas que amam e cuidam dos seus e querem exercer o direito de passear livremente na areia da praia”, disse, na justificativa do projeto. Ele acrescentou que medidas para diminuir riscos à saúde pública poderiam ser adotadas depois. Santos, por exemplo, mantém desde 2022 uma faixa para circulação de cães, com horários predeterminados, entre o Posto 1 de salvamento e o Parque Roberto Mário Santini, no José Menino — um limite geográfico comumente desrespeitado. Relação negada A Prefeitura de Santos afirmou que a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de deputados, prefeitos e secretários no Salão Nobre do Paço, na noite de sexta-feira, nada teve a ver com o lançamento da candidatura à reeleição do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD), cujo perfil continha um vídeo desse encontro. De passagem O governador “esteve na Cidade e, durante sua passagem, fez uma visita ao prefeito Rogério Santos, que havia retornado às atividades nesta data, após o período de tratamento de saúde. A agenda foi uma oportunidade de reencontro e de conversa sobre assuntos de interesse do Município”, disse, em nota. Sem campanha O texto prosseguiu: “A Prefeitura destaca que não realizou, organizou ou cedeu o espaço para qualquer ato de campanha eleitoral. (...) A eventual presença de agentes políticos na Prefeitura não transforma uma agenda institucional em ato de campanha. Não houve pedido de votos, discurso eleitoral ou utilização da estrutura de comunicação institucional da Prefeitura para a promoção de candidatura”. Agendas distintas “Foram duas agendas distintas, ocorridas em momentos e espaços diferentes: a visita institucional do governador ao prefeito Rogério Santos e, posteriormente, o evento político-eleitoral relacionado à campanha do deputado Paulo Alexandre Barbosa, ocorrido em espaço privado”, salienta o Governo. É proibida O esclarecimento decorre de que a Resolução 23.735, de 2024, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), veda a cessão de bens móveis e imóveis públicos a candidatos e partidos. Benedito Furtado (Alexsander Ferraz/AT) Autonomia Eleitores de Santos não puderam votar para prefeito por quase 15 anos, por força da ditadura. Em 2 de agosto de 1983, um decreto-lei devolveu à Cidade sua autonomia política. Mas, para o vereador Benedito Furtado (PSB, foto), é preciso reconhecer 9 de julho como a verdadeira data da retomada da autonomia. No calendário Foi nesse dia, em 1984, que Oswaldo Justo foi eleito prefeito pelo voto direto. Incluir a data no Calendário Oficial é “um compromisso com a preservação da memória democrática do Município”. Saúde: apoio O vereador Edivaldo Fernandes Menezes, o Chita (PSB), diz que, “em breve”, moradores do Morro São Bento terão um ponto de apoio à policlínica local no Largo São Bento, onde era um posto policial. Deve abrir uma ou duas vezes por semana. Aproximação A solução virá a pedido da população e após reuniões das quais Chita participou na Prefeitura. A ideia é atender residentes em pontos mais altos do morro, que, pela distância para a policlínica, faltam a consultas.