(Rogério Soares/AT) Representantes da Polícia Militar estiveram, no último dia 12, no casarão que abrigou o colégio Escolástica Rosa, na Aparecida, “dando uma olhada no prédio”. Assim disse o vereador Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), que é vice-provedor da Santa Casa de Santos, proprietária do imóvel. Foi durante a audiência pública organizada pelo vereador Paulo Miyasiro (Republicanos), no Auditório da Câmara, para tratar de uma possível solução para o uso do edifício, deteriorado. Ainda que sem indicativo de que assim será, a visita tem relação com a ideia de fazer do espaço uma escola cívico-militar ou voltada para filhos de policiais, como vem sendo comentado desde janeiro. Sendo esse projeto ou não, Teixeira ponderou que o hospital não tem como custear sozinho o restauro do prédio, tombado. “Queremos ver se conseguimos parceria para o Estado abraçar de novo o Escolástica Rosa conosco”, disse, ao destacar que a obra demandará mais dinheiro do que o inicialmente previsto. Eram R\$ 50 milhões em 2023 e, agora, R\$ 77 milhões, como estimou o arquiteto Gustavo Nunes — que elaborou o projeto de recuperação para a entidade que havia alugado a casa e não conseguiu concretizar o trabalho. Nunes, hoje, é vice-presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Sem conclusão A ideia de fazer no casarão um espaço educacional voltado a militares motivou aplausos e vaias. Parte do público encampou o princípio de que é melhor esse plano do que nada. Mas outra, formada sobretudo por estudantes com faixas e cartazes, reprovou esse objetivo. Foram manifestações ruidosas, a ponto de Paulo Miyasiro encerrar a reunião após 1h20 de falas e interrupções. Saída conjunta Flávio Santana, assessor do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), sugeriu a Cacá Teixeira que levasse ao provedor da Santa Casa, Ariovaldo Feliciano, uma saída conjunta, com possíveis verbas federais, estaduais e do setor privado. “A ligação seca (túnel Santos-Guarujá) foi uma questão peculiar: discutiram e se entenderam.” Questão social Mais cedo, esteve na Câmara, mas em reunião fechada com vereadores no gabinete da Presidência, o secretário de Assistência Social, Elias Júnior. O diálogo foi intermediado por Cacá Teixeira, líder do Governo, após a maioria da Casa ter rejeitado convocar Elias a explicar supostas medidas da secretaria. Dúvida mantida O secretário falou por duas horas e dez minutos a 17 vereadores. Entre eles, Débora Camilo (PSOL), que pedira a convocação. Afirma ter continuado com dúvidas quanto ao alegado corte de refeições em abrigos, que Elias voltou a negar, e que acompanhará apuração do Ministério Público Estadual a respeito. Em outra data Ausente, por ter ido a uma consulta médica, o vereador Sérgio Santana (PL) espera que Elias volte à Câmara para a audiência pública do dia 2, às 19 horas, sobre pessoas em situação de rua. É iniciativa de Santana. Para animais A sanção da lei para que Santos tenha uma farmácia veterinária para pessoas de baixa renda chamou a atenção do vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD). Semelhança O motivo é que, em 2019, a Prefeitura havia transformado em lei um projeto de Banha para criação de uma farmácia veterinária popular, com parcerias para descontos em consultas, tratamentos e medicamentos. Não prejudica Banha, porém, não se queixará à Administração. “Vou cumprimentar o vereador Benedito Furtado (PSB, autor da lei mais recente) de trazer mais uma legislação que possa atender a população e seus pets. O que abunda não prejudica”, entende. Em escolas Espera sanção do prefeito César Nascimento um projeto de lei do vereador Guilherme Amaral (ambos do PSD), aprovado pela Câmara na terça-feira: é o que prevê a remoção de sirenes e alarmes que tocam entre as aulas nas escolas de Cubatão. A ideia se volta, em especial, aos 625 alunos da rede com transtorno do espectro autista, sensíveis a sons altos.