(Alexsander Ferraz/AT) Uma solenidade de despedida: assim foi a formatura da turma deste ano de 47 novos guardas civis municipais de Santos, entre o final da tarde e o início da noite de ontem, na Associação Comercial, no Centro. O adeus foi de Raquel Gallinati, que deixou a secretaria de Segurança santista para se dedicar à Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, onde é diretora de Relações Sociais e Institucionais e porta-voz. E, também, à expectativa de assumir o mandato de deputada estadual. Primeira suplente do PL, aguarda a nomeação do parlamentar Carlos Cezar como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Era esperado que saísse do cargo desde o final de abril, pouco antes da viagem do prefeito Rogério Santos (Republicanos) à Europa. O substituto dela, de forma interina, é o tenente-coronel reformado do Corpo de Bombeiros Daniel Onias Nossa, que nos últimos 14 anos foi coordenador da Defesa Civil santista. Em seu lugar, está, também de forma temporária, o engenheiro José Carlos Turziani da Silva, servidor público há 33 anos e que já esteve à frente da Coordenadoria de Riscos Naturais e Tecnológicos da Defesa Civil. Essa alteração valerá até que Rogério receba resposta de uma pessoa experiente em segurança pública e que, segundo ele, lhe dirá no início da próxima semana se poderá ou não assumir a tarefa. Outra ‘praia’ O prefeito não efetivará Onias na Segurança por entender que “a Defesa Civil é a vida dele” e que o até então coordenador da corporação foi capaz de levá-la a reconhecimento nacional pelo auxílio prestado a São Sebastião em 2023, quando 64 pessoas morreram em decorrência de inundações e deslizamentos. Agradecimento Ao discursar, Raquel manifestou “profundo respeito” à guarda, agradeceu “profundamente” ao prefeito por propiciar “uma Santos mais segura, humana e justa” e citou o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que chegou minutos depois, como alguém que está “valorizando a segurança pública”. Denominação A agora ex-secretária referiu-se aos novos guardas como “policiais municipais”, em uma denominação contestada no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a solenidade, o prefeito disse não ter pretensão de mudar o nome da guarda — que elogiou por atributos como a “altivez”. Altivez e elegância Rogério citou “o momento em que alguém quis dar uma carteirada” e guardas agiram “com elegância, altivez e dentro da lei”. Sem nominá-lo, referiu-se ao desembargador que, em 2020, rasgou a multa dada a ele por não usar máscara ao ar livre e ligou para o então secretário de Segurança, Sergio Del Bel Júnior — que não anulou a infração. Institucional Parte dos secretários municipais, líderes da Polícia Civil, da Capitania dos Portos e os dois vereadores do União Brasil, Adriano Piemonte e Rafael Pasquarelli, foram à despedida de Raquel — classificada pelo prefeito como de “personalidade forte e determinação no que faz”, o que “incomoda as pessoas”. Assessor chefe A Mesa Diretora da Câmara de Santos, presidida por Adilson Júnior (PP, foto), apresentou projeto de resolução para que um dos três assessores parlamentares de cada vereador seja classificado como assessor chefe. Impacto financeiro O salário dos assessores é de símbolo C-2 (R\$ 10.980,00) Esse chefe receberia como nível C-1 (R\$ 17.530,00) e deveria ter Ensino Superior. Calcula-se despesa anual extra de R\$ 1,615 milhão com os 21 assessores chefes. Sem saída A interdição total da Via Anchieta por causa de um acidente, na terça-feira, faz lembrar um projeto de lei conjunto dos deputados estaduais da região: o que prevê obrigar as concessionárias de rodovias a ter planos emergenciais nesses casos. Convencimento O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada Santista, do Vale do Ribeira e do Litoral Norte, deputado estadual Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), tenta convencer os líderes partidários a pautar o projeto com urgência. Haverá audiência pública, a agendar.