(Francisco Arrais/PMS) Ainda que extraoficialmente, vai se confirmando o preenchimento de cargos no primeiro escalão do Governo santista para o próximo mandato, que começa na quarta-feira. O presidente do diretório municipal do União Brasil, Maurício Queiroz Prado, tem como certo seu retorno à presidência da Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab-ST), da qual a Prefeitura de Santos é acionista majoritária — também detêm ações da empresa as administrações de São Vicente, Guarujá e Cubatão. E um nó que se desata é relacionado à Fundação Parque Tecnológico, que o Podemos almejava, até mesmo tratando da questão com a presidente nacional do partido, a deputada federal paulista Renata Abreu. O comando da autarquia tende a ficar mesmo com o empresário Leonardo Delfino, que de forma inédita havia concorrido à Câmara de Santos e alcançou a primeira suplência pelo PP. Na prática, têm se mantido os nomes apresentados uma semana atrás pela coluna, e também permanecem indefinições não resolvidas desde então. Dos cargos a preencher, consta a presidência do Procon (de defesa do consumidor), das fundações Arquivo e Memória (Fams) e Pró-Esporte (Fupes) e da Caixa de Assistência ao Servidor Público Municipal (Capep-Saúde), autarquia destinada à prestação de serviços de saúde ao funcionalismo local. Antecedentes Ainda que filiação partidária e voto na urna sejam critérios básicos em indicações para postos em todos os escalões governamentais, há outros: atividade profissional, currículo e eventuais impedimentos legais e morais para o exercício de funções são estudados pelo Executivo. Veredicto Ciente dessa cautela, um grupo que desejava ocupar posto na Prefeitura apresentou reprodução de matéria jornalística que citava, de forma negativa, parentes de outro interessado naquele cargo. Não deu certo, pois nada implicava diretamente o candidato adversário à função. De família Um tradicional sobrenome na política de Mongaguá estará de volta a um cargo eletivo a partir de janeiro: Koukdjian. Será levado à Câmara Municipal pela jornalista Maria Paula Pereira Koukdjian, a Paula Jacó (Novo), única mulher eleita para a Casa na próxima legislatura. Filiação Paula é filha do ex-prefeito Jacob Koukdjian Filho, três vezes prefeito de Mongaguá: de 1973 a 1977, de 1989 a 1992 e de 1997 a 2000. Adversários Nas duas últimas vezes, ele se revezou com Artur Parada Prócida na gestão de Mongaguá. O desempate foi em 2000, quando Jacob tentou novo mandato seguido — na primeira vez em que se permitiu reeleição de prefeitos. Perdeu para Prócida. Persistência Os Koukdjian voltaram à política na eleição de 2004, quando Jacob Koukdjian Neto, irmão de Paula, foi eleito para o primeiro de seus três mandatos seguidos como vereador. Tentou a Prefeitura de Mongaguá em 2016 e teve o quarto lugar entre cinco postulantes. Prócida ganhou. De olho Os ônibus municipais e terminais rodoviários de Praia Grande poderão ter câmeras para identificação de passageiros. A ideia é evitar que cidadãos usem, indevidamente, serviços de isenção ou redução tarifária concedidos a outras pessoas. Para conferir A permissão para que a concessionária do transporte coletivo adote um sistema de reconhecimento facial e o integre à bilhetagem eletrônica consta em lei sancionada pela prefeita Raquel Chini (Republicanos, foto). Não há prazo para que comece. Sem fraudes Ônibus, terminais, postos de atendimento e garagens poderão ter equipamentos para gravar imagens de rosto e outros dados biométricos do beneficiário. Em caso de fraude no uso do benefício ou venda de passagens de cartão com tarifa reduzida, o titular poderá tê-lo suspenso por até um ano. Para bicicletas A ciclovia da Avenida Tupiniquins, no Japuí, em São Vicente, será recuperada. A Prefeitura contratou a TMK Engenharia S.A., após concorrência, por R\$ 1,911 milhão. Prazo da obra: um ano.