Câmara Municipal de Praia Grande (Sílvio Luiz/AT) Cassada juntamente com toda a chapa de candidatos do Republicanos que havia sido formada para a eleição de 2020, a ex-vereadora Michele Quintas teve negado o registro de sua candidatura à Câmara de Praia Grande. O juiz da 317ª Zona Eleitoral, Aléssio Martins Gonçalves, acatou pedidos de impugnação feitos por três adversários pelo Ministério Público Eleitoral. Ele considerou que, conforme a sentença que anulou os votos do partido, proferida no ano passado, há “prova inconteste” de que Michele participou ou deu anuência à “reconhecida fraude na cota de gênero” pela sigla em 2020. Escreveu ser “impossível” não tomar como “prova robusta” um vídeo em que uma mulher registrada como candidata disse estar na chapa para ajudar “sua grande amiga”, referindo-se à ex-vereadora. O outro vereador republicano que perdeu o mandato, Paulo Monteiro — o mais votado na última eleição —, teve o registro aceito porque, para o juiz, não há prova de que soubesse da fraude. Três. E unidos Os autores de duas das ações contra Michele são os vereadores Márcio Castilho e Marcos Antônio da Silva, o Jabá. Eles foram favorecidos, no ano passado, pela cassação do Republicanos, que motivou a recontagem dos votos para a Câmara. A outra adversária é a ex-vereadora Janaina Ballaris. Os três estão filiados ao União Brasil. Vai recorrer O advogado do Republicanos praia-grandense, Marcelo Sakamoto, que também representa Michele Quintas individualmente, apelará hoje ou amanhã ao juiz eleitoral. Alegará que o uso do vídeo como prova está sendo contestado por ela em um recurso ainda não julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). TRE julgará Sakamoto detalha que Aléssio Gonçalves abrirá prazo para que os impugnantes também se manifestem e enviará os argumentos ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). Indenização Ainda sobre questões judiciais: o juiz da 10ª Vara Cível de Santos, José Alonso Beltrame Júnior, condenou a candidata a vereadora Sabrina Huss (PL) a indenizar o prefeito Rogério Santos (Republicanos) em R\$ 20 mil por danos morais. Sem provas Em ação movida pelo advogado Raphael Vita Costa, Sabrina foi punida por causa de postagens em redes sociais nas quais chamou Rogério de “ladrão”, “bandido”, “vendido” e “metido em corrupção”. Para Beltrame, caracterizaram-se como ofensivas porque a candidata — que não apresentou defesa no processo — não provou o que publicou. Até o término desta edição, Sabrina não retornou mensagem da coluna. No calendário I Políticos locais que também são religiosos animam-se para a Marcha para Jesus em Santos, na Ponta da Praia, às 15h de sábado. O deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (PSD), vice-presidente da Igreja Assembleia de Deus, Ministério de Santos, esteve neste mês com o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer. Este trouxe o evento ao País, em 1993. No calendário II Na sessão da Câmara de Santos da última quinta-feira, o vereador Marcos Libório (Republicanos) citou o evento na Casa. Pastor da Igreja Bola de Neve, disse ser preciso trabalhar “pela união das igrejas” e propôs incluir o evento no calendário oficial do Município. Debate: dia 3 A TV Tribuna reuniu, ontem, as assessorias dos quatro candidatos à Prefeitura de Santos para tratar do debate que a emissora promoverá entre os concorrentes em 3 de outubro. Todos assinaram documento confirmando presença. Parte da expectativa Ao final do encontro, chamaram-se esses participantes a gravar entrevista acerca da expectativa para o debate. As representantes de Rosana Valle (PL) não quiseram falar. Os demais o fizeram. "Tomará as medidas cabíveis para garantir a lisura do pleito, reprimindo comportamentos que colocam em xeque a democracia" Paulo Sergio de Oliveira e Costa, procurador-geral de Justiça de SP, sobre o papel do Ministério Público Eleitoral na cena da ‘cadeirada’