(Alexsander Ferraz/AT) Advogados do ex-prefeito Paulo Wiazowski Filho (PP) apelarão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre hoje e amanhã, para tentar reverter a inelegibilidade dele. Contestarão a decisão plenária da última terça-feira, na qual se negou registro ao candidato e com base na qual haverá nova eleição à Prefeitura de Mongaguá. Paulinho decidiu apresentar agravo de instrumento por uma razão matemática: ao somar os votos contrários e favoráveis que obteve ao seu registro de candidatura em níveis municipal, estadual e federal, constatou oito votos a seis em seu favor. “Minha tese jurídica tem consistência”, diz, ao comentar que não há entendimento unificado nos tribunais sobre situações como a dele, em que a Câmara rejeitou suas contas de quando foi prefeito. Ele não acredita que será bem-sucedido no TSE, pois o agravo será analisado pelo ministro André Mendonça — relator de seu caso e que votou “com muita raiva, muita ênfase”, no dia 18. Já pensa, portanto, em apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois dessa possível negativa. Paulinho ressalta que só dá continuidade ao processo porque não se impedirá a eleição suplementar que a Cidade terá e para a qual confirmou a pré-candidatura de sua mulher, Cristina Wiazowski (PP). De novo, o vice na chapa será Julio Cezar de Carvalho Santos, o Julio da Imobiliária (PDT). Confiança Ao telefone, com voz embargada, Paulo Wiazowski Filho justificou a indicação da esposa. “Estamos há 40 anos juntos. Se cheguei aqui, é porque ela foi solidária, parceira. Nos meus momentos de maior aflição, em que estávamos eu e meu travesseiro, foi ela que me deu alento, me deu conselhos. A Cristina é fundamental para unirmos lideranças” para a eleição, afirmou. Julio confirma Julio da Imobiliária, que cogitou concorrer ao Executivo, confirmou ontem sua pré-candidatura a vice. “A união de forças com a Cristina Wiazowski trará a nossa Mongaguá a transformação necessária para uma vida melhor ao nosso povo.” Redó considera “O Rafael vai estar conosco”, acrescentou Paulinho, em alusão a Rafael Redó (Republicanos), terceiro colocado em outubro. “Com o bom diálogo que estamos tendo hoje com a Cristina Wiazowski, não é descartado ter esse apoio mesmo sem disputar cargo, pois vice-prefeito mesmo eu já fui”, disse Redó. Força partidária Rafael Redó ponderou que “tudo dependerá” do Republicanos, pois é o partido do governador Tarcísio de Freitas. “Seria de grande importância ter protagonismo e apoio para desenvolvermos a Cidade.” Precedente O STF já decidiu a política de Mongaguá. Em 2018, quando o então prefeito Artur Parada Prócida foi preso com o equivalente a R\$ 5,3 milhões, em reais e dólares, em casa, afastou-se também o vice, Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça. O presidente da Câmara, Rodrigo Casa Branca, virou prefeito interino. Houve eleição suplementar, e Rodrigo ganhou, mas o ministro do STF Gilmar Mendes mandou dar posse a Cabeça. Estranhamento O vereador Benedito Furtado (PSB) estranhou um elemento do contrato de locação de um imóvel pela Prefeitura de Santos na Avenida Dino Bueno, na Ponta da Praia. Mas o motivo não é o custo, de R\$ 40 mil ao mês. Morros na orla É que, pelo contrato, ficarão ali coordenadorias da Guarda Civil Municipal: a da Região da Orla/Intermediária e a da Região dos Morros. “Não parece adequado que uma coordenadoria (...) dos Morros esteja em um imóvel (...) da Ponta da Praia”, diz. Em versos Poesia lida e recitada nas escolas. Assim planeja o vereador Francisco Nogueira (PT). Ele propõe a “Lei Vicente de Carvalho”, alusiva ao escritor santista. Estímulo a clubes de leitura e encontros poéticos integram o projeto de lei do petista. Saúde pública Será às 10 horas de quinta, na Assembleia Legislativa, a primeira audiência pública da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial. Em debate, regulamentação do cultivo do cânhamo. O grupo é coordenado pelo deputado estadual Caio França (PSB).