(Vanessa Rodrigues/AT) Homenageada ontem no Teatro Guarany, no Centro de Santos, a deputada federal e assistente social Luiza Erundina (PSOL-SP), disse, em discurso, estar “no exercício do último mandato” na Câmara. “Estou me organizando para uma nova empreitada, apesar dos meus 90 anos (tem 91): juntar-me aos setores populares da sociedade paulista e paulistana para fortalecermos a luta pela construção do poder popular”, afirmou, em um discurso lido. “Assim, retorno ao ponto de onde comecei, há 60 anos, quando me formei em Serviço Social, inspirada e movida pelo mesmo sonho: ajudar nosso povo a fazer história, não só no sentido de melhorar a própria vida, mas juntar-se a muitas e muitos outros, conscientes dos seus direitos e da própria força, para protagonizar a virada para um novo tempo, um novo ciclo histórico-social, uma nova humanidade”, prosseguiu. No sétimo mandato consecutivo como deputada, Erundina foi a primeira mulher prefeita de São Paulo, de 1989 a 1992, ainda no PT. Formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba, em 1967, ela recebeu ontem — Dia do Assistente Social — o título de doutora honoris causa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A Escola Paulista de Medicina e o curso de Serviço Social justificaram a escolha pela trajetória dela por democracia e direitos humanos. Poder e visão Erundina falaria de uma tribuna instalada no palco do teatro, mas dispensou o uso do posto com um misto de reflexão e bom humor. “Tribuna é um símbolo de poder. Por isso, as tribunas são sempre muito altas. Porque o poder nunca tem sido para nós, mulheres. Eu espero poder falar fora da tribuna, porque senão vocês não me verão.” Em pé Ofereceram-se à deputada, então, um microfone sem pedestal e uma cadeira. Ela recusou sentar-se e discursou, em pé, por 49 minutos. Voltará Justamente no Dia do Assistente Social, o vereador licenciado Jailton Jatobá (Pode) anunciou ontem sua saída do cargo de secretário de Desenvolvimento Social de São Vicente, que ocupava desde abril do ano passado. Reassumirá o cargo na Câmara na segunda-feira para, conforme disse, participar do “processo eleitoral da Mesa Diretora”. Interinamente A assistente social Edna Bonfim, há 16 anos na Prefeitura, assumirá a secretaria de forma interina. Com a volta ao Legislativo de Jatobá — que apoiará a reeleição do presidente Wagner Santos Pinheiro, o Cabeça (União), e não pretende disputar cargo na Mesa —, retornará para a suplência José Eduardo Ottoni de Almeida Filho, o Doca (Pode). Distrito Design Em Santos, o vereador Edivaldo Fernandes Menezes, o Chita (PSB), apresentou projeto de lei para transformar em “Distrito Design Santos” um trecho da Avenida Senador Feijó, na Vila Mathias. O objetivo é que a Prefeitura restaure o trecho da via entre as avenidas São Francisco e Rangel Pestana, “tradicional polo de comércio de móveis, decoração”, restaurantes e bares. Arquivamento O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD) solicitou o arquivamento de todos os seus pedidos de abertura de comissões especiais de vereadores (CEVs) na Câmara de Santos. Decisão Banha tomou a decisão durante a sessão de quinta-feira, quando seria votado requerimento dele para se criar uma CEV destinada a monitorar os cemitérios públicos e privados da Cidade. Especiais Por ora, o Legislativo santista tem 16 CEVs abertas. Esse tipo de comissão serve para aprofundar questões específicas. Entre os exemplos, a revisão do Código de Posturas e mudanças climáticas. Suficientes Banha, porém, alegou que as comissões permanentes — há 20, que também podem abordar temas debatidos em CEVs — são suficientes para fiscalizar questões de interesse público. Apenas ele Neste ano, o vereador foi o único a pedir que se criassem CEVs (três). Duas já haviam tido temas absorvidos pela Comissão Permanente de Fiscalização e Controle.