(Divulgação/Prefeitura de Mongaguá) Dos cinco possíveis nomes que se cogitam para a nova eleição à Prefeitura de Mongaguá — e que, até lá, deverão ser menos, após entendimentos —, apenas um não teve participação direta no pleito de outubro. Trata-se do empresário da construção civil Luiz Moura, nascido em Recife (PE), residente na Cidade desde 1988 e filiado ao MDB. Foi dono de postos de combustíveis e padarias na Cidade. Desde 1990, mantém a Construmoura e, aos 63 anos, diz estar transferindo aos dois filhos mais novos o comando das atividades de sua empresa. Segurança, saúde e educação seriam os pilares de um eventual governo seu. “Eu me lanço candidato. É irreversível”, disse, ao afirmar que conversará com Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (União), “muito meu amigo”. O MDB foi um dos partidos coligados a Casa Branca, segundo colocado na disputa de outubro. “Não acredito nisso (que Moura concorrerá). Mas tudo bem. Todos têm direito”, ponderou ele, que já foi prefeito interino e espera definir nesta semana se sua chapa original será mantida ou se haverá mudança. Ainda no grupo que esteve com o candidato do União, há Marcia das Dores Silva, que perto da eleição deixou a candidatura ao Executivo pelo PMB para apoiar Casa Branca. Agora, é pré-candidata, mas “com possibilidade de compor”. Capital político Do lado do ex-prefeito e candidato impedido Paulo Wiazowski Filho (PP), está sua mulher, Cristina, de 57 anos. Empresária, poderá disputar sua primeira eleição e aproveitar o capital político do marido, o mais votado em outubro passado. Sem ‘contágio’ A inelegibilidade de Paulinho não atinge Cristina. Consultado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) responde que, “para se candidatar aos cargos de prefeito e vice-prefeito, é necessário possuir domicílio eleitoral no município pelo prazo mínimo de seis meses antes da data da eleição e estar com a filiação partidária deferida no mesmo prazo, ressalvado prazo maior estabelecido no estatuto da agremiação”. Possibilidades Vice de Paulinho, Julio Cezar de Carvalho Santos, o Julio da Imobiliária (PDT), declara que, no grupo, há “nomes muito bons que poderão disputar as eleições. O meu é um que vem sendo citado”. Ele crê que se formará “uma dupla com grande chance de vencer as eleições”. Desempatou O julgamento da ação referente a Paulo Wiazowski Filho foi decidido no voto de minerva. Coube à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, fechar a votação em quatro a três. Arquivado A Câmara de Peruíbe arquivou o pedido do advogado Kiko Mingroni para se abrir comissão processante e se afastar o prefeito Felipe Bernardo (PSD). Ela havia dito que o Município falhou ao fiscalizar as obras de desassoreamento do Rio Preto. A Procuradoria e a Diretoria jurídicas da Casa concluíram que os fatos alegados não estavam acompanhados de provas, como exige o Regimento Interno do Legislativo. Uma expressão Morto ontem, o ex-governador Cláudio Lembo disse, em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo em maio de 2006, que “nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa”. Falava seriamente, mas se permitia brincar com o que disse. Era uma coisa Em junho daquele ano, em entrevista coletiva na Prefeitura de Santos, a luminária de um repórter cinematográfico se apagou. Este pediu a Lembo a interrupção da entrevista para religar a luz e “bater o branco” da câmera — procedimento para ajuste de cores antes da gravação. Transformou noutra Lembo, que vestia uma camisa branca sob o paletó, puxou as lapelas e respondeu ao profissional, quase rindo: “Bate! Bate no branco! Essa elite branca, perversa...”. Sem temor Ainda naquela coletiva, ao responder qual seria seu futuro político, aludiu a cemitérios. “Se morasse em Santos, seria no Saboó. Mas, como sou de São Paulo, vai ser no Araçá”. Uma repórter soltou um “ai”. Lembo retrucou: “Mas minha filha, você tem medo da morte?”. E riu.