Rogério Santos em comemoração da vitória na Zona Noroeste (Sílvio Luiz/ AT) Como previsto, o prefeito reeleito Rogério Santos (Republicanos) abriu maior vantagem para a adversária Rosana Valle (PL) na Zona Noroeste, nos Morros e em parte do Centro. Em apuração oficialmente encerrada às 19h23 deste domingo (27), ele recebeu, na 118a Zona Eleitoral, 44.431 votos, ou 59,82% do total válido — descontados nulos e em branco. Ela alcançou 14.589 votos a menos, com 29.842 sufrágios e 40,18% do total. Mas, na comparação com o primeiro turno, Rogério cresceu menos do que nas outras zonas. Na 118a, ele teve 4.948 votos a mais do que no primeiro turno, e Rosana, 1.788 adicionais. Na 272a, o candidato acrescentou 6.170 votos aos que ganhou no último dia 6, e ela, 835. E, na 273a, na qual ele virou o jogo para Rosana — que o havia superado no primeiro turno —, Rogério obteve 5.946 novos votos, e Rosana, 970. No total, o prefeito, que liderou o turno inicial com 1.499 votos sobre a deputada federal, abriu 14.970. Mas ‘perdeu’ para as abstenções. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Entrevista na ZN Antes da apuração, Rogério decidiu dar entrevista no comitê da Av. Nossa Senhora de Fátima, 490, no Chico de Paula, na Zona Noroeste. Foi ali, nos Morros e em parte da área central onde venceu nos dois turnos. Tira-teima A 118ª Zona Eleitoral, que reúne essas regiões, serviu de desempate ao prefeito. Na 272ª, que abrange a orla e bairros como Macuco e Estuário, Rosana ganhou por 581 votos. Na 273a, onde ela venceu no primeiro turno, agora foi ele, por 962. No relógio Outro empate: Rogério e Rosana chegaram a seus comitês — o dela, na Avenida Ana Costa, 173, na Vila Mathias — por volta das 20h20. São José é aqui Que têm a ver Santos e a interiorana São José dos Campos? Motivo: o vencedor foi o prefeito Anderson Farias, do PSD do vice-governador Felicio Ramuth. E o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) quase entrou na conversa. Uma intenção Motivo: em março, para que o PSD garantisse apoio ao grupo político do tucano, Ramuth convidou Barbosa a trocar PSDB por PSD e sugeriu que o deputado concorresse à Prefeitura santista. A ideia era que o suplente imediato do PSDB, Eduardo Cury, entrasse na Câmara caso Barbosa se tornasse prefeito. Nada mudou No fim, Barbosa ficou no PSDB, Eduardo Cury se transferiu para o PL para disputar a Prefeitura de São José dos Campos — contra o candidato do vice, e perdeu — e o PSD garantiu apoio mesmo com o prefeito Rogério Santos tentando a reeleição. O PSD, enfim, levou tudo. Até o fim Nem no instante final das eleições o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto) pendeu explicitamente para um lado na campanha em Santos — nem o do colega de partido Rogério Santos nem o de Rosana Valle, apoiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), padrinho político de Freitas. Ponto no mapa Em entrevista coletiva, uma repórter citou que, “em relação a Santos, neste domingo (27), a Rosana Valle emitiu um comunicado, porque o PCC havia emitido uma carta”. Freitas, com adesivo do número do prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB), cortou: “Isso aconteceu aqui também com o Ricardo”. E a conversa terminou restrita à disputa em São Paulo. Derrota na vitória A campanha eleitoral para a Prefeitura de Guarujá termina com um saldo de violência de autoria não esclarecida. Ainda não há resultados públicos das investigações de atos em setembro: o incêndio de uma van da campanha do candidato Marcelo Pepe (PSB) e os tiros ao carro onde estava a concorrente Thaís Margarido (União). E, na véspera da eleição, o prefeito eleito Farid Madi (Pode) ficou em casa após a Polícia Federal lhe informar que o PCC planejava atacá-lo.