Por oito votos a quatro, rejeitaram-se dois projetos de lei para autorizar o Município a abrir dois créditos suplementares à saúde (Câmara de Mongaguá/Divulgação) Mongaguá tem o menor colégio eleitoral da Baixada Santista, com cerca de 50 mil cidadãos aptos a votar em outubro. Há ali, porém, três grupos políticos considerados os mais fortes na disputa pela Prefeitura. Não necessariamente nesta ordem de relevância, um é do candidato governista Rafael Redó (Republicanos), atual vice-prefeito; outro, do ex-prefeito Paulo Wiazowski Filho (PP); o terceiro, de Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (União). Essas correntes estão na Câmara e a dividem. Como exemplo desse cabo de guerra, surge uma votação que ocorreu na sessão de segunda-feira (2): por oito votos a quatro, rejeitaram-se dois projetos de lei para autorizar o Município a abrir dois créditos suplementares à saúde. Um deles previa R\$ 950 mil para aluguel de cilindros de oxigênio, transporte de passageiros e compra de equipamentos para infraestrutura. Outro, R\$ 2,5 milhões para itens como serviços laboratoriais, aluguel de ambulâncias e gestão informatizada de serviços. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Dinheiro da União O custeio viria de emendas de deputados federais ao Orçamento da União. Para o primeiro projeto, de Bruno Zambelli (PL), e para o outro, de David Soares (União Brasil). Presidente. E vice Vereadores desses dois partidos, hoje opositores da Administração, estiveram entre os que votaram contra. O presidente da Casa, Sérgio Silvestre Rodrigues, o Guinho (Pode), considerou a rejeição das proposituras “lamentável”. Ele é vice na chapa do governista Redó. Cabeça: na Justiça O prefeito Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), afirmou que reunirá procuradores do Município “para tentar um caminho”. “A gente já tentou (diálogo) de todas as maneiras possíveis, mas existem dois grupos de oposição na Cidade, e o intuito é brecar a Cidade por questões eleitorais”. Os serviços estão “colapsando”, disse. Reação em plenário Entre os vereadores contrários, Aureo Tadeus da Silva, o Tadeu da Educação (MDB), queixou-se do não atendimento, pelo Executivo, de emendas impositivas da Câmara ao Orçamento municipal, “inclusive para a saúde”. Anderson Luiz de Oliveira, o Anderson Clark (PP), alegou não haver “transparência” em gastos e itens dos projetos. Bifulco: adeus Morreu ontem, aos 87 anos, o ex-prefeito de Itanhaém Orlando Bifulco Sobrinho. Governou de 1973 a 1976 e de 2001 a 2004. Ele estava internado desde segunda-feira no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos — cidade onde nasceu. Deixa mulher e duas filhas. O prefeito Tiago Cervantes (Republicanos) decretou três dias de luto oficial. Campanha O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém distância da eleição em Santos, mas seu secretariado, não necessariamente. Hoje, às 9h30, o titular da Segurança Pública, Guilherme Derrite (foto), estará com a candidata do PL, Rosana Valle, no 6o Grupamento do Corpo de Bombeiros. Ambos são colegas de partido e deputados federais — ele, licenciado. Vice em Santos O vice-governador Felicio Ramuth (PSD) estará em Santos no dia 10, às 18h30. Participará de encontro promovido pelo Secovi-SP sobre a reforma tributária e seus impactos no mercado imobiliário. Será em um hotel no Boqueirão. Freitas, no ponto Candidato do DC à Prefeitura de Cubatão, Carlos Gilberto de Freitas diz concorrer também ao Guinness Book, o Livro dos Recordes. Promete fazer hoje 100 “minicomícios”: vai parar em pontos de ônibus, falar com passageiros por dois a três minutos e entregar-lhes material de campanha. Zona Noroeste Primeira suplente do PSOL, a candidata a vereadora Aldenir Dias dos Santos, a Dida das Marias, abriu seu comitê central no Rádio Clube. Foi lançado no domingo. A meta é possível (...) Se o Governo quer atingir o déficit zero, tem que cortar a despesa e não aumentar a carga tributária”. Angelo Coronel (PSD-BA), senador e relator do Orçamento da União para 2025, discordando de um eventual aumento de tributos.