[[legacy_image_319812]] Nas duas votações nas quais a Câmara Federal concluiu a análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, na noite de sexta-feira, o placar foi de 3 a 1 a favor do texto entre os deputados da Baixada Santista. Votaram “sim” Alberto Mourão (MDB), Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Rosana Valle (PL) foi contra, por alegar que “Santos vai perder R\$ 750 milhões por ano” com a medida. Em vídeo postado em redes sociais, ela argumentou que a Cidade arrecada R\$ 1 bilhão anuais em Imposto sobre Serviços (ISS), sobretudo por causa das atividades no Porto, e o dinheiro fica “100% na Cidade”. “Com a reforma, esse imposto vai direto para os cofres do Estado. Só 25% desse ISS é que vão voltar para Santos. (...) Essa reforma aprovada aumenta muito os impostos e prejudica muito os santistas”. Mourão e Barbosa, porém, que também se pronunciaram pela internet, julgaram que a reforma será benéfica. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! DistribuiçãoO tucano, ex-prefeito de Santos, disse que é preciso desburocratizar o “ultrapassado” sistema tributário, simplificando impostos. Citou que um conselho federativo organizará a distribuição da verba entre União, Estado e municípios e, por isso, “é mentira” que cidades perderão dinheiro. E destacou o papel do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em favor da PEC. O âmagoUm parêntese: na semana que passou, o Republicanos veiculou propaganda partidária na televisão. Nela, o prefeito Rogério Santos, afilhado político de Barbosa e que se filiou ao partido em outubro, tem aparecido ao lado do governador — do qual Rosana Valle, pré-candidata à Prefeitura, se mostra aliada há tempo. CompetitividadeDe volta à reforma, Alberto Mourão justificou seu voto favorável por avaliar que unificar cinco impostos nacionais “a partir de 2033” deixará a economia mais competitiva e propiciarão a abertura de empregos. Da Cunha não se manifestou. O Congresso promulgará o texto da reforma na quarta-feira. EmedebistasEm meio aos debates, Mourão fez um intervalo, na quinta-feira à noite, para se encontrar com membros do MDB em Santos. O novo presidente municipal do partido é o empresário André Ursini, responsável pelo projeto do Complexo Andaraguá — o plano de construção de um condomínio logístico com aeroporto de cargas em Praia Grande. Almejam voltarTambém estiveram na reunião os ex-vereadores Antonio Carlos Banha Joaquim e Marcelo Del Bosco, pré-candidatos à Câmara em 2024. Mais de milO vereador Paulo Miyasiro (Republicanos) trouxe à luz um levantamento pessoal: o de vereador que mais trabalhos encaminhou à Prefeitura de Santos neste ano. Foram 1.224 proposituras, como indicações e requerimentos. Corrida burocráticaMiyasiro comparou seu desempenho na burocracia com o de seu passado enquanto triatleta olímpico. Para que volume e qualidade não sejam antagônicos, o vereador diz se preocupar em não fazer projetos cuja iniciativa caberia ao Poder Executivo e que fossem tidos como inconstitucionais. Doce patrimônioBrigadeiro, banana e cachaça compõem a base de um doce criado no ano passado e que pode ganhar a condição de patrimônio cultural imaterial de São Vicente. Trata-se do “brigadeiro raiz do Brasil”. ReferênciasVotada pela Câmara vicentina na quinta-feira, a proposta é do presidente da Casa, vereador Adoilson Ferreira dos Santos, o Adilson da Farmácia (União). O doce, criado pela chef Andreia de Castro, é um brigadeiro de colher com referências à tradicional Casa das Bananadas, na Cidade, e ao fato de São Vicente ser a primeira vila do País. “Essa expansão da poligonal (do Porto) também contempla a Área Continental de São Vicente para prestigiarmos o modal hidroviário” Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), sobre propostas de ampliação de atividades portuárias.