[[legacy_image_271013]] Alberto Mourão (MDB, foto) é deputado federal pela terceira vez. Exerceu o mandato entre 1999 e 2000 e de 2011 a 2012. De volta à Câmara tanto tempo depois, o ex-prefeito de Praia Grande vê diferença para aquelas épocas: “O diálogo está mais difícil, com ânimos exaltados”. Como constata, é um reflexo da polarização político-eleitoral, intensificada no ano passado e ainda não encerrada, mesmo que as eleições tenham ocorrido há sete meses. “Se você quer ser ponderado, recebe críticas de pessoas dizendo que você é isso ou aquilo, que defende o outro lado”, conta ele, que ontem participou como debatedor no fórum A Região em Pauta, do Grupo Tribuna. Na política há quatro décadas, Mourão ressalva que discussões em plenário ou nas comissões da Casa, nas quais deputados se atacam diretamente por supostas divergências, nem sempre parecem sinceras: o objetivo é postar declarações em redes sociais para desqualificar o oponente e agradar a sua base eleitoral. Uma discussãoMourão é membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle do Legislativo, que se reuniu mais recentemente na última quarta-feira. Ele conta que, na ocasião, houve um embate entre representantes de dois espectros ideológicos: Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Falaram e saíramDe acordo com o emedebista, Ferreira provocou Boulos, que respondeu. Tempo depois, ainda segundo Alberto Mourão, foram embora. Pelo que lhe declarou um deputado, também da comissão, eles partiram para outras reuniões e, ali, trocariam afirmações e réplicas. Ambiente melhorMourão pensa que o acirramento se amenizará logo que o Congresso concluir a votação da futura política fiscal do Governo — o chamado arcabouço. Aprovado na Câmara, está no Senado, que poderá alterá-lo e devolvê-lo aos deputados. De sua parte, pretende manter a “ponderação, mas sem ser radical de centro, aceitando outras posições”. CassaçõesA Câmara de São Vicente declarou cassados, ontem, os mandatos dos vereadores Wagner Santos Pinheiro, o Wagner Cabeça, e Eduardo Oliveira (licenciado, por estar secretário de Obras), ambos do União. Eles haviam sido eleitos pelo PSL, cujos votos a Justiça Eleitoral anulou por fraude à cota de gênero na eleição de 2020 para o Legislativo. RecontagemA substituição será definida após a recontagem dos votos, às 15 horas de quinta-feira, na sede da 177a Zona Eleitoral. Até lá, duas das 15 cadeiras estarão vagas. Mas haverá sessão na Casa na mesma tarde. Duas em umaAliás, de forma excepcional, os vereadores vicentinos terão duas sessões ordinárias nesta semana. A que ocorreu ontem é a que haveria na quinta da próxima semana, dia 8, quando transcorrerá o feriado de Corpus Christi. Além das cassações, a Mesa Diretora, sob comando de Adoilson Ferreira dos Santos, o Adilson da Farmácia (União, foto), modificou-se. Dança das cadeirasO vereador Anderson de Jesus Laureano, o Dercinho Negão do Caminhão (MDB), deixou a 2a-secretaria para ocupar a vaga deixada pelo agora ex-vereador Wagner Cabeça na Comissão de Constituição e Justiça. No lugar de Dercinho, foi eleito Higor Ferreira (PSDB), até então vice-presidente. O vice, agora, é Joseval Bezerra, o Jabá (PL). Uma ausênciaAs alterações foram aprovadas com 12 dos 13 votos possíveis. O único a não votar foi Higor Ferreira, ausente. A coluna o procurou para saber por que mudou de cargo na Mesa, mas não teve retorno até o fechamento desta edição. Hoje, em CubatãoProfessores fazem nova greve de 24 horas. Cobram, por exemplo, recomposição salarial e Piso Nacional do Magistério para todos. “Os ministérios menores, que têm menores orçamentos, (e os de) Educação e Saúde estarão preservados” Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, a respeito do bloqueio de R\$ 1,7 bilhão para se cumprir a atual regra do teto de gastos.