Os dados foram obtidos na prestação final de contas, que todos prestaram, à Justiça Eleitoral (Foto ilustrativa/Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Os oito candidatos a deputado — dois a federal e seis a estadual — eleitos com base eleitoral na Baixada Santista tiveram, juntos, gastos de R\$ 12,2 milhões em suas campanhas. Os dados foram obtidos na prestação final de contas, que todos prestaram, à Justiça Eleitoral. A cifra exata é de R\$ 12.201.076,50. Os dois deputados federais reeleitos gastaram mais do que o limite permitido na Portaria 449/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto a despesa máxima autorizada para candidaturas à Câmara Federal foi de R\$ 3.176.572,53, Rosana Valle (PL) informou gasto total de R\$ 3.218.187,20, e Paulo Alexandre Barbosa (PSD), de R\$ 3.192.229,16. Ambos estão sujeitos a multa de 100% sobre o valor excedente — a diferença entre o que gastaram e o permitido —, cuja influência no resultado eleitoral será analisada no julgamento das contas. Entre os eleitos da região à Assembleia Legislativa, todos se encaixaram no limite de R\$ 1.270.629,01 autorizado pela portaria. Por ordem de despesas, aparecem Solange Freitas (União, R\$ 1.213.940,00), Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL, R\$ 1.064.971,29), Paulo Mansur (PL, R\$ 1.020.617,81), Caio França (PSB, R\$ 911.416,04), Débora Camilo (PSOL, R\$ 854.791,98) e Eduarda Campopiano (PL, com R\$ 724.923,02), que, de longe, teve o menor custo por voto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! R\$ 0,37 por voto Ao se dividir o número de votos recebidos pelo valor investido na campanha, Eduarda chegou a R\$ 0,37 para cada um dos 1.956.238 votos obtidos — o maior número de sufrágios para a Assembleia no Estado. Gastos médios Depois, surgem Coimbra, com média de R\$ 5,37 (198.342 votos), Débora (R\$ 9,01; 94.895 votos), França (R\$ 9,13; 99.840 votos), Mansur (R\$ 9,53; 107.073 votos) e Solange (R\$ 15,66; 77.524 votos). Federais: mais altos Dos federais, Rosana Valle teve menor despesa por voto alcançado (R\$ 15,06; 213.752 votos). Paulo Alexandre Barbosa investiu, em média, R\$ 18,98 (168.207 votos). Não reeleitos Entre os parlamentares não reeleitos, o deputado estadual Paulo Corrêa Júnior (Republicanos) teve R\$ 574.180,01 aplicados na campanha, ou R\$ 8,92 para cada um de seus 64.402 votos. O federal Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (União), declarou despesas de R\$ 2.625.177,28. Com 26.497 votos, gastou R\$ 99,07 por voto — proporcionalmente, 6,6 vezes mais do que a média obtida por Rosana. Todos em dia O prazo para prestação final de contas de campanha terminou na quarta-feira. Nesse último dia, o fizeram Caio França, Paulo Alexandre Barbosa e Paulo Corrêa Júnior; na terça-feira, Solange Freitas; no dia 31 de outubro, Paulo Mansur e Rosana Valle; no dia 30, Débora Camilo e Coimbra; no dia 29, Eduarda Campopiano e, no dia 20, Da Cunha. Uma a mais Coimbra, por sua assessoria, citou outro número nesta sexta-feira (6): o de que teve votos em 633 das 645 cidades paulistas. Em 2022, em 632 municípios. Ambulantes A Câmara de Praia Grande votará, na terça-feira, projeto de lei complementar do prefeito Alberto Mourão (MDB, foto) com duas medidas voltadas a trabalhadores do comércio ambulante. Mais tempo Uma delas será a proposta de prorrogar, até 30 de dezembro, o prazo para renovação da autorização para ambulantes definitivos. A outra será a eliminação da cobrança de licença específica para uso de carrinhos de apoio: ficaria mantida apenas a do carrinho de praia, no valor de R\$ 949,20. Um prédio... A Prefeitura de Santos e a Crego Painceira Incorporadora firmaram um compromisso: para poder aproveitar além do limite permitido o terreno onde constrói um prédio residencial, no Boqueirão, a empresa terá de reconstruir viveiros e recintos de pássaros do Orquidário, no José Menino. ... e viveiros O valor atribuído a essa Outorga Onerosa do Direito de Construir é de R\$ 1,903 milhão. A obra exigirá a remoção de aves como araras e papagaios do espaço. Deve acabar até junho próximo.