(Vanessa Rodrigues/AT) A Câmara de Itanhaém marcou para segunda-feira o julgamento das contas de 2019 do ex-prefeito Marco Aurélio Gomes (PL). O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) emitiu parecer contrário a elas, e comissões internas da Casa acompanharam esse entendimento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A pouco mais de uma semana das eleições, Gomes, candidato à Prefeitura (foto), poderá ter as contas rejeitadas e correr risco de se tornar inelegível. Ele apelou à Justiça, mas sem sucesso: ontem, a juíza da 2a Vara de Itanhaém, Maria Isabel Aguiar De Cunto Schützer Del Nero, negou liminar para que a Câmara suspendesse o trâmite do julgamento das contas, nas quais, para o TCE, houve “ausência de rigoroso acompanhamento da gestão orçamentária”, com “descompasso entre receitas e despesas”. A maioria dos dez vereadores é governista. Ao menos seis são da base do prefeito e candidato à reeleição Tiago Cervantes (Republicanos). Para derrubar o parecer, seriam necessários dois terços da Casa, ou sete votos. Gomes rebate Em nota, Marco Aurélio Gomes declarou que o julgamento das contas é “manobra do governo”. “Esse processo repousou na gaveta do presidente da Câmara por dois anos e só neste momento, restando seis dias para a eleição municipal, decidem colocar em votação. (...) Querem vencer no tapetão”, disse. Prefeito e vice O ex-prefeito, que na época governava Itanhaém, sublinhou que “o TCE imputa a responsabilidade (pelas contas) aos prefeitos”. Na verdade, a ele e ao então vice-prefeito em 2019, que era Tiago Cervantes. Cancelada Outra candidatura a prefeito deixa de existir. É em São Vicente: Rui Elizeu de Matos Pereira está fora da disputa porque a vice na chapa, Venusta Fukushima (ambos do PSOL), renunciou, e o prazo para substituir o nome já terminou. Decisão partidária Rui sai da disputa por decisão da maioria do Diretório Municipal do partido. Ela não aceitou a ida do candidato a um evento na Praça Coronel Lopes, no Centro, no sábado passado, em defesa de maior cobertura das eleições vicentinas. Antagonismo O presidente do PSOL na Cidade, Antônio Bravini, disse que o ato foi organizado pelo PL local, e Rui foi sem que a sigla soubesse. Este se considera prejudicado e alega que a ação teve “espírito democrático”. De Brasília Mais um deputado federal estará nesta sexta (27) na Baixada Santista para uma agenda de campanha municipal. Trata-se de Nikolas Ferreira (PL-MG), que se encontrará com a candidata à Prefeitura de Santos Rosana Valle (PL) no Centro. Depois das urnas Audrey Kleys (Novo), candidata a vice na chapa do prefeito e concorrente à reeleição Rogério Santos (Republicanos), voltará à Câmara santista após o primeiro turno. Ela está licenciada até 4 de outubro. Na prática, retorna no dia 7, a segunda-feira seguinte à eleição. Em saúde Seu substituto tem sido o suplente e candidato ao Legislativo Adriano Catapreta (PSD). Na sessão de ontem, ele apresentou um projeto de lei para que Santos institua o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares e de Educação Popular em Saúde. Políticas e diretrizes Em resumo, Catapreta pretende que se adotem políticas e diretrizes para 29 áreas. Entre elas, acupuntura, homeopatia, arteterapia, meditação, musicoterapia e terapia de florais e afins. O vereador em exercício afirma que se trata de uma política pública de 2006 do Ministério da Saúde. “O Brasil arde em chamas. Além da biodiversidade, nossa saúde e nossas esperanças estão sendo consumidas pelo fogo” Jorge Kajuru (PSB-GO), senador e autor de requerimento de debate no qual se cobrou ação conjunta de governos contra incêndios no País.