[[legacy_image_355777]] A sessão desta quinta (9) da Câmara de Santos foi a segunda após o fim da reforma e o retorno aos trabalhos no Plenário Dr. Oswaldo De Rosis, na Vila Nova. E se marcaram os momentos iniciais dela com um debate suscitado pelo vereador Ademir Pestana (PSDB). Ele sugeriu a volta da realização de sessões no formato híbrido, com os vereadores presentes tanto fisicamente quanto pela internet. “Empresas trabalham dessa maneira. Poderíamos manter essa conquista”, alegou, dizendo que seria possível se manifestar e votar a distância. É assim no Congresso e na Assembleia Legislativa, sustentou o tucano, citando a novidade da instalação de um painel eletrônico na Casa para votação. Reticente, o presidente, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), declarou que “a gente vai fazer estudos”. Mas, por mais de uma vez durante a discussão — da qual participaram outros vereadores, divididos entre favoráveis e contrários ao uso do sistema misto nas sessões —, Teixeira expressou reservas. Opinião pública“Haverá um estudo. Mas (o vereador) entra on-line, às vezes, só o nome, nem a imagem está. A opinião pública também nota isso. O vereador vai, dá uma volta, vê se está tudo bem em casa, vai à cozinha, ao banheiro (...). Aí, depois, quando chama para a votação, aparece o vereador. Precisamos nos policiar”, ponderou o presidente. O mínimoApós Pestana, o vereador Benedito Furtado (PSB) avaliou que, na pandemia de covid-19, era “totalmente aceitável” o método híbrido. Agora, seria injustificável. “Temos apenas duas sessões por semana. (...) O mínimo que a gente tem de fazer é participar das sessões da Câmara.” PonderaçõesEntre os favoráveis ao método misto, Adriano Piemonte (União) disse que, “às vezes, a gente precisa fazer (a sessão) fora”. Fábio Duarte (PL) ponderou que há aulas a distância em universidades. “Tem pessoas aqui que têm uma certa idade, talvez não estejam (adaptadas) na questão da utilização dos aparelhos eletrônicos modernos.” Fora e dentroJosé Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP), defendeu o sistema híbrido porque, por vezes, há reuniões externas de comissões da Casa que ocorrem no horário das sessões. Débora Camilo (PSOL) julgou que foi útil quando era necessário distanciamento social. “Fora isso, entendo como uma forma de respeito à população” estar pessoalmente. "Etarismo"Furtado voltou a falar para acusar Duarte de “etarismo”. “Acho que eu mexo melhor nisso aqui (celular) porque eu não preciso de assessor”, disse o socialista, de 74 anos. DengueA deputada federal Rosana Valle (PL, foto) cobra explicações da ministra da Saúde, Nísia Trindade, sobre a queda no ritmo de contratações de agentes de combate às endemias pelo Governo. Em 2022, foram 4.313. No ano passado, 822. Rosana teme alta da dengue, em especial no Rio Grande do Sul. ClimaAliás, o deputado federal Alberto Mourão (MDB) é um dos titulares da comissão, aberta na quarta-feira, que debaterá uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que 5% das emendas parlamentares ao Orçamento vão para catástrofes e emergências naturais.A PEC é de Bibo Nunes (PL-RS). Ciclista e triatletaEnfim, se cumprirá a Lei 4.038, de 2022, pela qual será chamada Cláudio Clarindo a ciclovia da orla de Santos. O projeto foi do vereador Francisco Nogueira (PT). A entrega de totens com a denominação será às 17h deste sábado (11), ao lado do Posto 7, na Ponta da Praia. ExplicaçãoO professor Ibrahim Tauil esclarece que foi convidado a ser pré-candidato a vereador em Santos pela Rede Sustentabilidade. A referência à ministra Marina Silva se deu porque ela fundou o partido. "A recriação do DPVAT, agora SPVAT, nãotem nenhum condão do ponto de vista do Governo de fazer caixa. (...) Tem o sentido de cobrir apólice pequena” Jaques Wagner (PT-BA), senador e relator do projeto de lei para a retomada da cobrança do seguro obrigatório para veículos no País.