Selley Storino, secretária de Comunicação e Economia Criativa de Santos (Sílvio Luiz/ AT) A Câmara de Santos aprovou, no início da noite de terça-feira (22), convite para que a secretária de Comunicação e Economia Criativa, Selley Storino, explique a execução de um contrato de comunicação para divulgação das atividades da Prefeitura em redes sociais. A solicitação foi do vereador Rui De Rosis Junior (PL). À coluna, o líder do Governo na Casa, Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), disse que procurará nesta quarta-feira (23) a Secretaria da Casa Civil para agendar a ida de Selley. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De Rosis, que denunciou a questão ao Ministério Público Estadual, declarou que o contrato “está servindo para atacar adversários”, como o vereador Allison Sales (PL) e a deputada federal Rosana Valle (PL), para “autopromoção do prefeito” Rogério Santos (Republicanos) e para “promoção do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD). (...) É improbidade administrativa na veia”. Teixeira nada contestou e lembrou que outros secretários atenderam convites anteriores: “Esta Câmara não se omite em trazer a verdade aos vereadores e à população santista”. Também governista, o vereador Adriano Piemonte (União) observou que, “quando um vereador é atacado, a gente tem que ver o que aconteceu”, e afirmou ter conversado com Selley. Segundo ele, a secretária lhe disse que estará na Câmara, pois “me justificou que não paga para atacar ninguém”. Na Prodesan Outro requerimento da oposição, mas do vereador Allison Sales (PL), foi aprovado nesta terça e sem manifestações de governistas: um pedido para que a Prefeitura informe por que 77 dos 100 assessores da Prodesan estão cedidos a outros órgãos. “Transição” De Rosis impetrou ação civil pública na qual se pedem explicações relativas aos assessores, contratados sem concurso. Ele afirmou ter notícia, com base em documentos do processo, de que a Prefeitura dispensará esses servidores após um “plano de transição gradual” que duraria um ano. “Se o prefeito precisa de mais cargos comissionados, que elabore um projeto de lei e o envie à Câmara”, considera. “Cremosa” O vereador Marcos Caseiro (PT) sugere ponto eletrônico para controle de expediente na Prodesan. “É uma organização cremosa, pegajosa, unida por uma causa. Entrem no Instagram desses assessores e vejam a fotinha que está lá.” Duas pastas Lidiane Goulart Fogaça passa a acumular duas secretarias municipais em Cubatão: além da de Ciência, Inovação e Tecnologia, também é secretária de Saúde. A antiga titular da pasta, Joyciene Montes, pedira licença médica. O interino, Halan Clemente, volta a ser adjunto. Laços de família Candidato a deputado federal pelo PSDB, Raul Christiano celebra um voto que lhe foi declarado em rede social: o de Renata Covas Lopes, mãe do santista e ex-prefeito paulistano Bruno Covas (1980-2021). Bruno, que também foi deputado estadual e federal, disputou sua primeira eleição em 2004, como vice de Christiano para a Prefeitura de Santos. Ficaram em quarto lugar. Cracolândias Em requerimento, nesta terça, na Câmara de Praia Grande, o vereador Rodrigo Penasso da Silva, o Gordinho do Povo (MDB, foto), perguntou que medidas o Estado tomou para encerrar a antiga cracolândia do Centro de São Paulo. Disse querer saber como poderiam ser aplicadas também na Cidade. Ironicamente Foi uma ironia. Segundo Penasso, o declarado fim da cracolândia paulistana se seguiu de “aumento significativo” de pessoas nas rua usando drogas e cometendo delitos em Praia Grande. Uma receita Foi a deixa para o vereador Francisco de Araujo Lima Junior, o Gugu Mil Grau (PSD), apontar “propaganda enganosa” do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “A receita mágica é pegar um monte de cracudo, colocar num ônibus e levar para outras cidades”, disse. Unir governos Oposicionista, o vereador Marcelo Cruz (PL) rebateu: bastaria “o prefeito (Alberto Mourão, MDB) unir forças com o Tarcísio, porque, se unir, a gente acaba com a cracolândia em Praia Grande, o que não é difícil”.