Vereadores da base governista definiram nesta segunda-feira (7), antes da posse dos eleitos para a próxima legislatura, quem comandará a Câmara de Cubatão em 2025 e 2026 (Matheus Tagé/Arquivo AT) Retomando antiga prática, vereadores da base governista definiram nesta segunda-feira (7), antes da posse dos eleitos para a próxima legislatura, quem comandará a Câmara de Cubatão em 2025 e 2026. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nesse acordo extraoficial, firmado nesta segunda, será presidente Alexandre Mendes da Silva, o Topete (PSD), candidato mais votado neste ano, com 4.336 votos. Ficou certo, também, que a vice-presidência caberá a Jair Ferreira Lucas, o Jair do Bar (PSDB), de volta à Casa após ter exercido dois mandatos entre 2013 e 2020 e não ter conseguido se reeleger na eleição passada. Fonte ligada ao grupo governista comenta que está avançado o entendimento para que se preencham os dois cargos restantes, de primeiro e segundo-secretários. Cubatão tinha como tradição discutir com muita antecedência quem dirigiria a Câmara. Reportagem pós-eleitoral de A Tribuna em 2012 mostrou que acordos da maioria definiram as lideranças nos quatro anos seguintes. E, antes, uma “confraria” dominou de 2000 a 2012. Menos oposição O prefeito Ademário Oliveira (PSDB) tem lidado com uma oposição de cinco vereadores. Seu sucessor, César Nascimento (PSD), terá, em tese, três opositores: Alessandro Oliveira (Republicanos), Guilherme do Salão (PSB) e Marcinho (PSB), de partidos ligados ao candidato derrotado à Prefeitura Rodrigo Ramos Soares, o Rodrigo Alemão (PSB) — ele mesmo um atual oposicionista. Sem desamparo O presidente do MDB em Santos, Marcelo Del Bosco, afirma que a Baixada Santista não ficará desfalcada na Câmara Federal depois que o deputado Alberto Mourão (MDB) renunciar para assumir a Prefeitura de Praia Grande. O suplente tomará posse e ajudará a região, diz. “Vai ter base aqui” Segundo Del Bosco, trata-se de João Cury, ex-prefeito de Botucatu (SP), atual presidente da Companhia de Habitação da Cidade de São Paulo, com quem trabalhou e que pretende, após o segundo turno, conversar com todos os prefeitos locais e se “colocar à disposição (...). Vai ter, até, uma base aqui”. À disposição Ainda sobre suplentes, estes são os primeiros nomes da lista dos que ficarão de prontidão caso algum titular na Câmara de Santos se afaste do cargo a partir do próximo ano. Primeiros suplentes Pelo PL, a primeira suplência é de Daniel Valle; pelo Podemos, Cláudia Alonso; pelo PP, Leonardo Delfino; pelo PSB, Miro Machado; pelo PSD, Adriano Catapreta; pelo PSDB, Ademir Pestana; pelo PSOL, Fábio Mello; pela Federação PT/PCdoB/PV, Danilo Alves (PT); pelo Republicanos, Marcos Libório, e, pelo União Brasil, Nina Barbosa. Antigos nomes Também em Santos, ex-vereadores não conseguiram voltar à Câmara: Braz Antunes Mattos Neto (PSDB, 1.762 votos), Fabiano Batista Reis, o Fabiano da Farmácia (MDB, 1.538), Antonio Carlos Banha Joaquim (PSD, 1.413). Não retornarão Ainda: Manoel Constantino (PSDB, com nove mandatos de 1982 a 2020, com 790), José Antonio Marques Almeida, o Jama (PSB, 372) e Nobel Soares (PSOL, 125). Em Guarujá Dos sete candidatos derrotados à Prefeitura de Guarujá, um declarou neutralidade no segundo turno: Rogério Silva Pedro, o Coronel Rogério (PRTB). “Sou policial, cristão e creio que princípios são inegociáveis”, respondeu, indagado se apoiaria Farid Madi (Pode) ou Raphael Vitiello (PP) à sucessão. Nada resolvido José Manoel Ferreira Gonçalves, o Zé Manoel (PSOL), disse que “vamos conversar com os dois candidatos”. Os demais não transmitiram posição definida à coluna. Matemática No domingo (6), Rui De Rosis Junior (PL) foi eleito vereador com 4.378 votos. Foi o quanto seu pai, Rui De Rosis, teve na eleição de 2016. "Temos que também buscar os votos que foram para o (Pablo) Marçal. Não dá para dar de barato que são votos da extrema direita” Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, sobre a busca por apoio ao candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos