(Antonio Cruz/ Agência Brasil) Pelo segundo ano consecutivo, nenhum deputado da Baixada Santista está entre os cabeças do Congresso Nacional nem em ascensão para chegar a tal patamar. Na 32a edição de seu levantamento anual, publicado na quinta-feira, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) apresentou uma nova lista dos deputados e senadores que “conseguem se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades” destes tipos: conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, ter eficiência na leitura da realidade e, principalmente, facilidade para conceber ideias, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando repercussões e decisões. Dos 594 congressistas — 513 deputados e 81 senadores —, o Diap elege 100 como os mais influentes e indica 50 como possíveis futuros cabeças, considerados “em ascensão”. A última vez que a região teve um nome no estudo foi em 2023, quando Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) foi tido como ascendente. Antes, surgiu “em ascensão” o então deputado Beto Mansur, de 2015 a 2018. O último cabeça da Baixada foi Márcio França (PSB), por quatro vezes, de 2007 a 2010, tido como “articulador”. Antes dele, Vicente Cascione, em 2003, quando era vice-líder do Governo Lula e se destacava como “debatedor”. Contemporâneo Hoje ministro do Empreendedorismo e pré-candidato ao Governo Estadual em 2026, Márcio França sugeriu que um possível adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), cometa um “haraquiri moderno”: renuncie e “deixe o Felicio Ramuth (PSD, vice) tocar o restante do seu governo”. Sinal trocado Foi uma crítica a Freitas por este ter culpado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela taxação de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos importados do Brasil. “A submissão tem limite”, declarou o ministro, sobre o governador. Nem tanto ao céu Neste sábado (12), a deputada federal Rosana Valle compartilhou carta da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre o assunto. Na primeira frase, escreveu: “Presidente Lula, esse tipo de sanção, até hoje, só foi aplicado a países reconhecidos como ditaduras”. Cartas sobre taxação, porém, também foram remetidas a nações como Canadá (35%), Coreia do Sul e Japão (25% cada). Sopraram Em sua volta ao cargo após 12 dias de licença, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) aproveitou parte do sábado na 10a edição do Festival do Café (mais nesta página) com a primeira-dama, Raysa Ribbe. Em vídeo, descreveu as características dos grãos do cafezinho que degustaria. Mas admitiu, sorrindo, que lhe foram passadas pela atendente. Atração adicional Em Mongaguá, na sexta (11), onde ocorre o Festão na Praia, houve quem tivesse ido especialmente à posse da prefeita Cristina Wiazowski (PP). Porém, parte dos que passeavam e compravam comida e bebida acompanhou a solenidade por tabela. Bili responde Prefeito de São Vicente de 2013 a 2016, Luis Cláudio Bili se manifestou neste sábado sobre a declaração do sucessor Kayo Amado (Pode) segundo a qual as gestões de Bili e Pedro Gouvêa deixaram dívidas com rescisão de contratos de aposentados. Desinfetante Bili afirma que “eu chamei ele (Amado) para o debate e pedi para ele lavar a boca com creolina antes de citar meu nome. Eu estou à disposição para o debate, com os meus números, do Pedro e os dele, o dia, a hora, o mês e o local em que ele quiser. Ele (o prefeito) disse que estava preparado e que estudou a Cidade durante 20 anos”. Servidores Ainda em São Vicente, a reunião de sexta-feira sobre a substituição da cesta básica por outro benefício ao funcionalismo municipal resultou no agendamento de outra, marcada para quarta. Detalhamento O novo encontro servirá para detalhar as propostas de adoção de auxílio-refeição, cartão alimentação, incorporação do valor em abono ou no salário. Daí, sindicalistas poderão discuti-las com a categoria, diz a Prefeitura.