Na véspera dos novos episódios de vento forte na região, a prefeita em exercício Audrey Kleys (PSD) editou, na quinta-feira, decreto publicado ontem no Diário Oficial de Santos para constituir um “grupo técnico de trabalho para o enfrentamento a eventos externos”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O documento indica que terá 23 membros e igual número de suplentes, vinculados a 19 secretarias municipais, às companhias de Engenharia de Tráfego (CET) e de Habitação da Baixada Santista (Cohab-Santista) e à Prodesan. A pasta de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade será a única com dois titulares, um dos quais coordenará o grupo; as demais, com só um cada. Os integrantes do colegiado, que não serão remunerados, terão tarefas como identificar, planejar e ordenar ações relativas a conservação da natureza, uso sustentável do território e promoção de educação ambiental e de desenvolvimento que unam políticas ambientais, econômicas e sociais. Também deverão preparar diagnósticos de vulnerabilidades, riscos e impactos do clima na Cidade e sobre ações, programas, projetos, equipamentos e serviços municipais relativos a mudanças climáticas. Outro objetivo será viabilizar cooperação com órgãos públicos estaduais, federais e da sociedade. O Executivo editará portaria para nomear os membros do grupo. Paralelamente Na terça, a deputada estadual Marina Helou e a vereadora paulistana Marina Bragante, ambas da Rede Sustentabilidade, enviaram ofício à Prefeitura de Santos. Pediram informações sobre as providências tomadas pelo Município antes e durante a ventania de 29 de julho, em meio à qual um homem morreu. Indagaram, por exemplo, se a Administração dispõe de um levantamento ou cadastro de áreas e pontos de risco com grandes árvores. Lembrança Morto ontem (leia mais na página 9), Clermont Castor levou até o fim da vida uma lembrança material do atentado a tiros sofrido em 2001. Era uma bala, não retirada em cirurgia e que ficou alojada no tórax. Na Cosipa Em 14 de dezembro daquele ano, Clermont foi um dos políticos que receberam o então presidente Fernando Henrique Cardoso na inauguração de uma nova aciaria na Cosipa, atual Usiminas. Os participantes da solenidade tiveram de passar por um detector de metais. Detector apitou Na vez do então prefeito, a máquina emitiu um sinal. Calmamente, Clermont explicou que não teria como transpor o detector sem ruído por causa do projétil em seu corpo. Assim, liberou-se sua entrada. Convivência Jornalistas também recordaram Clermont. Paulo Mota, que trabalhou em jornais como A Tribuna, foi diretor de Comunicação da Prefeitura na gestão 2001-2004. “Tive (...) a oportunidade de conviver com um raro exemplo de político brasileiro a reunir três qualidades fundamentais: honestidade, humanismo e caráter”. Radicado em Cubatão, Luiz Roberto via nele “um grande amigo e exemplo de prefeito”. Batoré (Facebook/Reprodução) Autistas Ainda em Cubatão, o vereador José Elan dos Santos Gomes, o Batoré (Agir, foto) celebra a sanção de uma lei proposta por ele, para se instituir na Cidade um censo de inclusão e cadastramento municipal para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e suas famílias. Pesquisa O censo ocorrerá a cada quatro anos, o primeiro deles a ser agendado. A partir desse, o inicial, a Prefeitura terá seis meses para expor um plano de políticas para pessoas com TEA. Nele, deverá haver metas de saúde, educação e assistência social. Será ele Aliás, o Agir, ao contrário do informado ontem na coluna, terá um candidato a deputado estadual pela Baixada: o engenheiro civil Marco Antonio Beletti. Ele mesmo deu a notícia em redes sociais. Será sua quinta tentativa de eleição. As outras foram para vereador em Santos, entre 2012 e 2020, por PSC, Patriota, DEM e Podemos. Quase cem Ainda sujeita a atualizações até dia 15, a lista de concorrentes da região a cargos eletivos, apurada pela coluna, passa a ter 98 nomes.