Dois dias depois de um engavetamento causar o bloqueio total da Pista Sul da Via Anchieta, único caminho para motoristas em direção ao Litoral durante a Operação Subida 2x8, foi designado ontem o relator de um projeto de lei que estava parado há quase seis meses em uma comissão da Assembleia Legislativa. Trata-se da proposta, apresentada conjuntamente pelos cinco deputados estaduais da região, para que Estado e concessionárias de rodovias paulistas sejam obrigados a adotar medidas emergenciais em caso de interdição completa das pistas por mais de três horas. O texto já havia sido aprovado em duas das três comissões pelas quais deveria passar: a de Constituição, Justiça e Redação e a de Transportes e Comunicações. Hoje faz seis meses que foi enviado para a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, mas, desde então, nem sequer o relator — deputado responsável por analisar a proposta e emitir um parecer sobre ela — havia sido indicado. Nesta quarta-feira, se definiu que a tarefa caberá a Carlão Pignatari (PSD), membro efetivo dessa última comissão, “pelo prazo de dez dias” — mas que poderá ser ultrapassado. O projeto é de março do ano passado, dias após um caminhão derrubar uma passarela no Km 52 da Anchieta, em Cubatão, e viajantes ficarem presos na estrada por até 15 horas e sem assistência. Está previsto O projeto prevê que as empresas distribuam água e “alimentação básica” aos afetados, prestem informações sobre o bloqueio em painéis eletrônicos e canais oficiais, deem apoio prioritário a idosos, crianças e pessoas com deficiência e, se preciso, ajuda logística a quem depender de atendimento médico, com preferência no trânsito para veículos que os transportem. Ano de eleição Antes de saber da designação do relator, os deputados locais que redigiram o projeto afirmaram à coluna que cobrariam providências para a retomada do trâmite. Três declararam que o ano eleitoral prejudicou o andamento de propostas. Volta ao normal Um deles foi Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), que almeja a aprovação “no início do próximo ano”. Solange Freitas (União) disse que “a maior parte das reuniões das comissões não aconteceu porque não houve quórum. Com o fim das eleições, os trâmites voltam ao normal”. Para acelerar “Superado esse período (eleitoral), vou dialogar com os demais parlamentares e com a comissão para buscar celeridade na tramitação, com o objetivo de avançarmos ainda neste mandato”, afirmou Paulo Corrêa Júnior (Republicanos). Não reeleito, deixará a Assembleia em meados de março próximo. Conjuntamente “Também considero fundamental uma atuação conjunta dos deputados da Baixada Santista para garantir maior celeridade à tramitação”, julgou Caio França (PSB). “Vamos, sim, continuar cobrando, tanto individualmente quanto em conjunto com os demais deputados da região”, garantiu Paulo Mansur (PL). Sétimo dia Notabilizado por seu trabalho social, o padre Júlio Lancellotti (foto) celebrará a missa pelo sétimo dia de morte da ex-prefeita de Santos Telma de Souza. Será no sábado, às 17 horas, na Catedral, no Centro da Cidade. Lembranças Entre os que reverenciaram Telma na sessão de terça-feira da Câmara de Santos, esteve o vereador oposicionista Fábio Duarte (PL). Para ele, foi uma “mulher de personalidade forte, honesta, que trabalhava incansavelmente e marcou a história política da nossa Cidade”. Maternal “Quando eu tomei posse, ela (Telma) falou para a minha mulher que ia tomar conta de mim”, contou Adriano Piemonte (União). “Pouco antes da posse, me chamou para conversar e falou que, o que eu precisasse, poderia contar com ela. ‘Me considere a sua mãezinha aqui’”, disse Débora Camilo (PSOL). A discutir Hoje, a Câmara vota pedido do vereador Sérgio Santana (PL) para que a Casa parabenize a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL). Irá ao plenário a pedido de Marcos Caseiro (PT).