(Vanessa Rodrigues/ AT) Uma oposição ideologicamente dividida terá de se organizar para indicar quem a liderará na Câmara de Santos. O Governo sabe quem o representará na Casa: como líder, o vereador Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), e como vice-líder, Lincoln Reis (Podemos). Na sessão de ontem, quando o presidente Adilson Júnior (PP) perguntou quem seria o líder da oposição, o vereador Francisco Nogueira (PT) indicou o nome do colega de partido Marcos Caseiro. A seguir, Allison Sales (PL) apontou Rui De Rosis Junior, da mesma sigla, para a função. Quando Adilson indagou se De Rosis seria vice-líder, Sales respondeu que não: como líder. Foi quando De Rosis mesmo pediu a palavra para afirmar que a oposição ainda não tinha chegado a um consenso. Dos 21 vereadores, sete são oposicionistas. Porém, quatro estão no PL, à direita no espectro ideológico (também com Fábio Duarte e Sérgio Santana), e três estão à esquerda, com dois do PT e uma do PSOL (Débora Camilo). “A oposição está dividida”, brincou o vereador Benedito Furtado (PSB), decano no Legislativo, em seu nono mandato não consecutivo. “A oposição é forte”, rebateu Sales. Mas, de fato, não está coesa. Santana, líder da bancada do PL, disse acreditar que a questão se resolverá até amanhã, dia da sessão seguinte. Senão, haverá votação. E aí está outro porém. Sem critérios Francisco Nogueira lembrou que o Regimento Interno da Câmara não prevê uma oposição dividida nem indica se os votos, nessa eventual eleição do líder oposicionista, são contados por partido ou por vereador. Sendo por legenda, PT e PSOL ganhariam do PL por duas a uma. Por vereador, o PL tem quatro vereadores, e os demais somam três. Possível vantagem O petista ponderou que, no Congresso Nacional, há lideranças do Governo, da oposição, da maioria (bloco que mais tem membros) e da minoria (que se opõe à maioria). “Temos antagonismo de pensamento muito grande. Se nos dividíssemos, o Governo teria um representante, e a oposição, dois”, considerou. Aí, depende Na prática, tudo dependerá dos temas em debate na Câmara. Já na primeira votação do ano em Santos, o PL deu três votos favoráveis e um contrário (de Duarte) ao veto do Executivo a um projeto para a instalação de faixas elevadas para pedestres diante de escolas. Os três membros de PT e PSOL foram contra. Entre aliados Mesmo entre aliados ideológicos há divergências. Fábio Duarte ocupou a tribuna da Câmara para dizer que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “recua covardemente” por comprar câmeras corporais para policiais militares, enquanto salários e condições de trabalho são inadequados. “Tá faltando bateria nas viaturas da 3a Companhia (da PM, no Centro), mas tem dinheiro para câmeras”, bradou. Em São Vicente A Prefeitura diz ter Plano de Macro e Microdrenagem desde outubro de 2023. É resposta à nota de ontem, baseada no Estado, de que só Praia Grande fizera o seu na região. Falando menos A Câmara de Praia Grande aprovou ontem a redução, de dez para oito minutos, do tempo destinado para cada vereador apresentar seus trabalhos nas sessões. Aumentou O tempo de fala por vereador na explicação pessoal — após as votações — também cairá, de cinco para quatro minutos. Motivo: há mais vereadores, de 21 para 23. Bateu a fome A sessão de ontem durou cinco horas e 20 minutos. Pouco depois de atingir cinco horas, o vereador Emerson Camargo (PSD) pediu “pausa para alimentação”. Quentinhas O presidente, Marco Antonio de Sousa (MDB, foto), sugeriu que assessores fossem buscar comida. “Vai ter um vale-marmita pra nós?”, brincou Camargo. Não houve. E a sessão prosseguiu. Venham cá A Autoridade Portuária de Santos (APS) sugeriu reunião no dia 17, em sua sede, com a Prefeitura de Cubatão para tratar da ideia de pátio para caminhões na llha do Tatu. Seria no dia 17. O Município declinou: quer reunião em território cubatense.