(Divulgação/Câmara Municipal de Santos) O vereador Adilson Júnior (PP) deve voltar a presidir a Câmara de Santos no biênio 2025/2026. Ele, que é radialista, já comandou o Legislativo duas vezes: entre 2017 e 2018 e de 2021 a 2022. Adilson é o nome que tem mais apoio na Casa, hoje, para ocupar o cargo. Adicionalmente, o parlamentar conta com a força do Governo Municipal, que articula para que ele seja o presidente. Na Câmara, Adilson se mostrou fiel ao ex-prefeito e hoje deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), de quem se tornou amigo, e ao prefeito reeleito Rogério Santos (Republicanos). Embora eleito pela primeira vez pelo PT, em 2008, e reeleito pela mesma sigla em 2012, ele deixou o partido e ganhou a confiança de Barbosa. O vereador foi peça fundamental para a aprovação de projetos de interesse do Poder Executivo na Casa, em especial de Termos de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc), firmados entre o poder público e a iniciativa privada para compensações à Cidade devido a impactos gerados por novos empreendimentos. Com ele, devem fazer parte da Mesa Diretora Renata Bravo (PSD), Adriano Piemonte (União), Fabrício Cardoso (Pode) e Paulo Miyasiro (Republicanos). Os nomes e posições na mesa ainda estão em discussão pelos partidos. A eleição está marcada para dia 1º. Debate forte Embora o rumo esteja traçado para a Presidência da Câmara de Santos, a oposição deve insistir em colocar Sérgio Santana (PL) na briga pelo cargo. E ainda há disputas internas. Um exemplo é dentro do Republicanos, onde o novato Bispo Mauricio Campos almeja o lugar de Paulo Miyasiro na Mesa Diretora. Vai para a CET? Na Prefeitura de Santos, comenta-se a hipótese de o vereador Fabrício Cardoso ser chamado para presidir a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Caso isso ocorra, o Podemos deve colocar Lincoln Reis na Mesa Diretora. Rogerio Conde, hoje presidente da Cohab Santista, também pleiteia o cargo. Definições O vereador e ex-secretário de Meio Ambiente Marcos Libório (Republicanos) deve ocupar a chefia da Ouvidoria de Santos. O atual ouvidor, Rivaldo Santos, passaria a ser secretário das Prefeituras Regionais. Carlos Mota, ex-secretário de Desenvolvimento Social, é cotado para a presidência da Prodesan. Muita demora Aliados que ajudaram na eleição do prefeito Rogério Santos estão incomodados com a demora para início das conversas sobre cargos nos segundo e terceiro escalões do Governo Municipal. Entre eles, muitos candidatos a vereador que não conseguiram se eleger. Espaço na Administração Nos corredores do Palácio José Bonifácio é comentada a hipótese de o PT fazer parte da Administração. A sigla foi considerada decisiva para a reeleição de Rogério. Até o momento, porém, não houve acordo. Foi cogitado, inclusive, dar a Secretaria de Saúde ao PT, uma vez que ela depende de verbas do Governo Federal, comandado pela sigla. Ações judiciais O advogado Rui Elizeu (foto), que foi impedido de concorrer à Prefeitura de São Vicente pelo PSOL porque a vice dele renunciou à candidatura, e cinco candidatos a vereador pelo partido entraram na Justiça contra dirigentes da sigla na Cidade. Queixas-crime O grupo, que pediu desfiliação, alega que foi difamado e teve a honra manchada após membros do diretório municipal do PSOL publicarem nota associando os candidatos com “fascistas”. Foram ajuizadas oito queixas-crimes contra diretores do partido. O que aconteceu A nota do PSOL contra seus próprios candidatos foi porque eles estavam em ato de campanha política ao lado de postulantes de direita, como o do PL. Além disso, integrantes da legenda teriam ridicularizado Elizeu em grupos de WhatsApp. Sem notificação Antônio Bravini, presidente do PSOL vicentino e um dos processados criminalmente, disse à coluna que os integrantes do diretório não foram notificados. “Assim que vier alguma notificação, nós nos pronunciaremos”.