[[legacy_image_323002]] Depois de anos de pré-campanha, iniciada antes mesmo de terminarem as eleições de 2022, começa mais um ano com disputas nas urnas. Em Santos, maior e mais relevante município da Baixada Santista em termos políticos, dois pré-concorrentes são tidos como principais. Trata-se do prefeito Rogério Santos (Republicanos), que tem direito de tentar outro mandato, e da deputada federal Rosana Valle (PL). Hoje distantes de se firmar como terceira via, há partidos que, em nível federal, estão unidos e deverão participar do pleito como se fossem um: PT, PV e PCdoB. A vereadora Telma de Souza (PT), prefeita entre 1989 e 1992, se inscreveu no Diretório Municipal petista como pré-candidata ao Palácio José Bonifácio. No PV, contudo, o jornalista Moysés Fernandes também deseja ser indicado pela federação como concorrente ao Paço. Neste caso, o que poderá interferir na escolha da candidatura do grupo ao Executivo serão as chances de sucesso dessas legendas para a Câmara. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Era assimAté as eleições de 2020 para o Legislativo, cada partido podia multiplicar por 1,5 o número de cadeiras na Câmara para compor uma chapa. Traduzindo: em Santos, onde os vereadores são 21, podiam ser lançados 32 concorrentes — o número de vagas na Casa mais 50%. Novo cálculoPara este ano, o número de candidatos por chapa deve ser formado a partir da soma da quantidade de cadeiras mais um candidato. Em Santos, portanto, 22 concorrentes (21 + 1). E, como PT, PV e PCdoB integram uma federação, eles têm de concorrer como um partido. Assim, em vez de lançar 96 nomes (32 para cada, como valia até 2020), as três siglas, juntas, deverão escolher 22. Eis o quocienteA regra do quociente eleitoral é a mesma: dividem-se os votos válidos, excluídos nulos e em brancos, pelo total de vagas. Em 2020, foram 200.434 votos divididos por 21, o que resultou em um quociente de 9.544 votos. Era o mínimo que um partido deveria conseguir para participar da partilha das vagas. Uma barreiraHá, porém, uma questão adicional. Para obter vaga, um candidato deve receber votação de, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Seriam 954 votos em 2020. Por isso, além de montar chapas que atinjam quociente, partidos e federações precisarão ter grupos fortes e equilibrados para que cadeiras não sejam redistribuídas a outros partidos. Podem tentarNas quatro maiores cidades locais depois de Santos, há duas em que os prefeitos podem tentar se reeleger: Praia Grande e São Vicente.Em Guarujá e Cubatão, não. Ela poderáA prefeita praia-grandense, Raquel Chini (PSDB), tem direito de disputar outro mandato para o comando da segunda maior Prefeitura (foto) da Baixada Santista. Antecessores indicados pelo ex-prefeito e deputado federal Alberto Mourão (MDB) não puderam buscar a reeleição porque, naquelas ocasiões, quis voltar ao cargo. Agora, ele diz não pensar nisso. Ele se apresentaNa Cidade, Danilo Morgado, que em 2020 foi ao segundo turno e hoje está sem partido, é, por ora, o principal pré-candidato opositor. Hoje, aliadosEm São Vicente, o pré-candidato à reeleição, Kayo Amado (Pode), tem apoio de antigos adversários: a família França e a deputada estadual Solange Freitas (União). Grupos de oponentes se articulam. Entre os pré-candidatos, o advogado Rui Elizeu (PSOL) e algum nome de uma frente composta por Agir, Mobiliza, PCdoB, PT e PV — na qual, ainda sem partido, o ex-prefeito Pedro Gouvêa se articula. Mais ao sulNo Litoral Sul, Itanhaém tem o prefeito Tiago Cervantes (PSD) rompido com seu padrinho político, o ex-prefeito Marco Aurélio Gomes (PL). Detalhes amanhã. “Um deles seria devolver a medida provisória (...).O segundo caminho seria aguardar o recesso para derrotar a medida em Plenário” Efraim Filho (União-PB), senador, autor de projeto vetado para desonerar a folha salarial. Derrubou-se o veto, mas o Governo publicou uma MP.