[[legacy_image_128267]] A capacidade de ser solidário e de ser sensível à dor do outro deveria ser algo natural para a humanidade, mas nem todos conseguem agir dessa forma. A empatia é uma capacidade psicológica que precisa ser desenvolvida para deixar a própria vida mais leve. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A psicanalista Andréa Ladislau afirmou que a empatia requer a prática constante de atitudes que remetem ao cuidado e à responsabilidade afetiva que devemos ter, como procurar ouvir o outro sem julgamentos, auxiliar no que estiver a seu alcance e ser gentil e educado sempre. “O mais importante é acolher o sentido de verdade, no qual o que é verdade para você não pode ser para o outro. É preciso acolher o próximo com suas dores e emoções, colocando a dor pessoal em um canto e se sensibilizando com o que aflige o indivíduo”, afirmou. Ela citou, ainda, que ser empático e responsável afetivamente é ser honesto com os próprios sentimentos, intenções, expectativas, mas também ter cuidados com a intimidade do outro. “Cada um sabe a intensidade e o estrago interno causado por suas angústias, dores e medos”, frisou. Com mais de 20 anos de experiência na área de Psicologia Clínica, Sirlene Ferreira dá uma receita simples para desenvolver a empatia: saber olhar para o outro com os mesmos olhar e respeito com que você deseja ser observado e tratado por todos. “Isso pede a renúncia de melindres, do ensinamento e a troca constante de perspectiva”, reiterou. Na avaliação da psicóloga, o maior desafio é se empenhar em desenvolver a compaixão e tê-la como sua principal emoção na tratativa com as pessoas que se relaciona. (clique e veja mais dicas) BAGAGEM INDIVIDUAL Andréa citou que não se devem colocar as impressões individuais no acolhimento, pois elas farão com que a pessoa julgue os problemas do outro. Portanto, não haverá isenção. “Cada um de nós tem uma bagagem de vida, experiências vividas (traumáticas ou não), e são todos esses elementos que fazem com que sejamos únicos e que ajustam nossa sensibilidade para suportar ou não determinados acontecimentos ao longo de nossa trajetória”, ressaltou. A psicanalista entende que os efeitos positivos da empatia, aplicada de forma correta e dosada, trarão sentimentos de gratidão, positividade, aprendizados e amorosidade, além de leveza e sensação de acolhimento e de estar sensível. “Enfim, seja como for, a empatia precisa de equilíbrio. Podemos auxiliar e nos colocar no lugar do outro, desde que não anulemos nossos sentimentos e emoções”, ressaltou.