[[legacy_image_106014]] Chega uma hora em que todas as ideias de resiliência, força de vontade e superação viram fumaça: a gente explode mesmo. Nessa hora, o ideal é respirar fundo e não deixar o negativo contaminar você, explicam especialistas em diversas áreas ouvidos por A Tribuna. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a psicóloga Natália Freitas, de fato não é fácil conseguir suportar os problemas sem descambar para uma crise. “Todos nós carregamos pesos, seja na vida pessoal, no trabalho ou em outras áreas. O segredo é de que forma nós lidamos com as coisas e se deixamos que nos afetem.” Na teoria, é algo fácil de fazer. Mas, na prática, a situação é bem mais complexa, alerta ela. “Ninguém consegue chegar a esse nível de percepção da noite para o dia. É tudo uma questão de trabalhar com pequenos exercícios, em situações do dia a dia”, diz Natália. Para a especialista, é fundamental resolver as coisas de maneira pontual para que sejam resolvidas de maneira separadas. Além disso, não se deve deixar que uma crise se instale. O melhor a fazer é conversar sobre o que acontece e o mais rápido possível. Saiba mais clicando aqui “Quando deixamos para resolver uma questão já nervosos, sobrecarregados, frustrados e intolerantes, a nossa abordagem será diferente. E, consequentemente, a reação da outra pessoa tende a ser de acordo com a nossa iniciativa”, explica Natália. O psicólogo Tadeu do Nascimento explica que é ruim explodir, mas igualmente prejudicial para a saúde guardar alguma situação que faça mal. “A raiva surge por diversos motivos, como não lidar bem com alguma frustração ou não conseguir conviver com diversas situações ao mesmo tempo. Mas, em todos os casos, o mais importante é pensar em primeiro lugar na sua saúde mental.” Procure ajuda Em casos mais graves, quando não se alimenta, dorme ou se relaciona direito com as outras pessoas, está na hora de procurar ajuda profissional. “Quem ainda tem dificuldades de pedir ajuda para um profissional pode conversar com um amigo ou familiar. Peço sempre que as pessoas estejam mais abertas para ouvir o outro quando forem procuradas. Isso é reconfortante, demonstra apoio e que a pessoa não está sozinha. Ajuda bastante”, diz Nascimento. Quem concorda com ele é a psicóloga Edna Sampaio, que pede para as pessoas mudarem o foco quando se sentirem a ponto de explodir. “Respire fundo e deixe passar. Em outro momento, pense como aquela situação o incomoda e pergunte se de fato existe motivo para esse incômodo.”