[[legacy_image_41167]] Com a chegada de dias mais frios, o tempo fica mais seco e, por isso, nosso organismo passa por uma série de alterações. Os alérgicos de plantão começam a coçar o nariz, os olhos e a garganta. A rinite fica pior, os espirros e a tosse aumentam e a irritabilidade é inevitável. Segundo o pneumologista Josué Reinaldo Ferreira, o agravamento das alergias começa no outono, com a mudança na umidade relativa do ar. "O tempo mais seco carrega mais poluentes e as pessoas entram em contato com substâncias alérgicas. Rinite, sinusite, traqueíte e bronquite são mais comuns nessa época". Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Ele explica que o trajeto que o ar faz dentro do corpo fica inflamado, inchado e, com isso, é produzido mais muco. "Uma sequência de sintomas aparece a partir da inflamação causada pela reação entre o indivíduo e o ar. É praticamente impossível controlar o tempo", diz Josué. O ideal, para ele, seria termos um lugar com umidade constante, sem muitas oscilações, e o umidificador ajuda muito. "Uma surpresa foi meus pacientes asmáticos e alérgicos terem um quadro pior de covid-19 do que a população de modo geral", esclarece. CLIQUE AQUI E VEJA DÚVIDAS E DICAS SOBRE ALERGIAS Segundo o alergista Fernando Santana, a alergia deve ser levada a sério e tratada. "A cada crise você traz uma nova inflamação para dentro do seu corpo e o tecido fica cronicamente machucado. Muitos recursos estão disponíveis hoje em dia para que cada um encontre o tratamento ideal e possa viver da melhor maneira possível". Ele recomenda que sejam evitados, mais do que nunca, cheiro forte, fumaça e poeira. "Preste atenção aos sinais do seu corpo e o que lhe faz mal. Melhore a alimentação. Crie o ambiente ideal levando em conta as condições em que se tem melhora e piora. Os alérgicos precisam aprender a conviver com isso a vida inteira", diz Fernando. A pele A dermatologista Sandra Dinato explica que, com o frio, tomamos banhos mais quentes e isso resseca bastante a pele. "Evite muitos banhos, que eles sejam demorados e quentes, esfregar o corpo e usar muito sabonete. O ressecamento da pele dá coceira e ela pode ficar vermelha e descamando". Usar uma toalha macia e passar hidratante após o banho, com a pele levemente úmida, é ideal. "É o momento em que acontece a melhor absorção do creme", diz Sandra. O uso do álcool em gel nesses tempos de pandemia também aumenta o ressecamento da pele e o recomendado para quem fica em casa é sempre lavar as mãos e passar um hidratante depois. Já quem fica muito na rua deve passar o álcool seguido de um hidratante sempre que possível. "O tempo mais frio pede alguns cuidados específicos", explica a dermatologista. Existe ainda o surgimento de vasos sanguíneos nas pernas. “O tempo frio estimula a contração dos vasos sanguíneos, o que pode ser perigoso principalmente para pessoas obesas e sedentárias, pois o excesso de gordura na parede das artérias atrapalha ainda mais a chegada do sangue até alguns tecidos”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita. E, nesse caso, o problema não é apenas estético. “Essa má circulação pode ser extremamente perigosa, porque há riscos de desenvolvimento de insuficiência arterial periférica, infartos do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)”. É tempo de conjuntivite alérgica "Com a chegada do tempo frio, prepare-se para a conjuntivite alérgica. O tempo coincide com a estiagem, quando o tempo seco facilita o acúmulo de poeira e reduz a dispersão de poluentes. Com todas essas partículas em suspensão, o clima frio traz com ele um aumento considerável das conjuntivites alérgicas. O clima frio e seco associado aos ácaros e fungos presentes em cobertores e casacos guardados por longos períodos no guarda roupa são os vilões responsáveis pelo aumento das alergias. Nesse período, 20% a 30% dos brasileiros sofrerão com algum tipo de alergia, sendo a conjuntivite alérgica uma das mais comuns. Embora na maioria dos casos seja branda, causa desconforto e, em casos mais graves, pode comprometer a córnea e a visão. Pacientes com histórico de asma e rinite são acometidos com mais frequência. Vermelhidão, coceira, secreção, sensação de areia no olho e inchaço nas pálpebras são os sintomas mais comuns. Compressas de água mineral gelada podem trazer algum conforto até que um oftalmo prescreva um tratamento mais adequado. A casa limpa e livre de poeira e ácaros ajuda muito. Pelos de animais, poluição e pólen são violões dessa alergia. Evite também esfregar os olhos, que só piora a situação".