[[legacy_image_334557]] A alta de casos de dengue no País preocupa. Prefeituras da região salientam que moradores devem ter cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti em suas casas. E especialistas destacam uma medida de proteção individual eficaz: usar repelentes. “O que temos que fazer são o controle vetorial, o treinamento para tratamento precoce e o uso de repelente”, diz o infectologista Marcos Caseiro. Segundo ele, mesmo com vacina contra dengue disponível, há um intervalo de três meses entre as duas doses do imunizante, e “nosso problema é agora”. Ao comprar um repelente, o consumidor deve atentar para o produto que está adquirindo. “Produtos contendo citronela ou outras plantas não apresentam eficácia comprovada e não são indicados”, adverte o infectologista Roberto Focaccia. Segundo ele, há três tipos de repelentes autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): icaridina, DEET e IR-3535. Na aplicação do produto, os médicos recomendam que se evitem a região dos olhos, a boca e de feridas na pele. À exceção do rosto, pode-se aplicar o repelente por spray. Caso o corpo seja molhado por chuva, banho de mar ou suor, a aplicação deve ser repetida. “O repelente deve ser usado sempre depois da aplicação de filtro solar, e é importante que se usem produtos que não tenham perfume, porque o odor atrai mosquitos”, recomenda Focaccia. Conforme Caseiro, a aplicação deve ser repetida de tempo em tempo, conforme a concentração do produto. “De maneira geral, se recomenda a aplicação em adultos a cada seis horas ou duas vezes ao dia.” Ainda segundo o médico, para crianças acima de 2 anos, há repelentes infantis, menos concentrados e que devem ter aplicação mais frequente. Para bebês a partir de 6 meses, há também uma loção antimosquito com prazo de ação estimado em quatro horas. Além da dengue, Focaccia lembra que o repelente garante proteção contra outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: chikungunya, febre amarela e a zika. Sem vacinaQuanto à vacinação, o Ministério da Saúde não incluiu municípios da Baixada Santista entre as 521 cidades de 16 estados e do Distrito Federal entre as que receberão vacinas ainda neste mês. Estas são regiões consideradas endêmicas — com pelo menos uma cidade com mais de 100 mil habitantes com alta transmissão de dengue registrada em 2023 e neste ano e maior predominância do tipo 2 do vírus da dengue.