[[legacy_image_63358]] Além dos esforços na produção da CoronaVac, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, o Instituto Butantan vem trabalhando no desenvolvimento de uma vacina 100% brasileira contra a covid-19. Pesquisadores do órgão atuam na criação de um imunizante capaz de combater as novas cepas e ter uma resposta imunológica mais potente contra o vírus que matou mais de 270 mil pessoas no País em um ano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com a pesquisadora Luciana Cezar de Cerqueira Leite, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Butantan, o imunizante vem sendo desenvolvido com base na combinação de tecnologias. O objetivo é utilizar a proteína do Sars-Cov2, que é um tipo de coronavírus responsável pela covid-19, acoplada na superfície de nanopartículas. Novo processo Para tanto, explica Luciana, está sendo testado um processo novo que promete ser muito eficiente para “atrair” células de defesa do organismo e estimular a produção de anticorpos. “Ela combina as propriedades de uma nanopartícula, com um alto poder adjuvante, produzindo uma forte resposta imunológica, com elevada produção de anticorpos e células que poderiam induzir memória e citotoxicidade”. A citotoxidade é a capacidade de promover alteração metabólica nas células, podendo culminar inclusive na morte celular. E a memória é a capacidade do organismo para replicar a mesma reação ao entrar em contato novamente com o vírus. Esse é o objetivo básico das vacinas de modo geral. Luciana explica que o produto ainda está sendo desenvolvido e que, para ser eficaz em relação às novas variantes, precisa de uma pequena adaptação, “mas que podemos já planejar”, como destacou para A Tribuna. Próximo passo Neste momento, os pesquisadores do Butantan já têm a nanopartícula pura e estão trabalhando na produção da proteína. O próximo passo é realizar o que eles chamam de montagem da “nanopartícula decorada”, que é acoplar a proteína do novo coronavírus. “Já temos a nanopartícula pura e estamos completando a produção da proteína. Aí, falta montar e purificar para começar a imunização dos camundongos”, afirma Luciana. Esses primeiros testes são feitos em laboratório. Só depois de haver resultados e aprovações nesta etapa é que será possível avançar para testes em humanos.