[[legacy_image_248087]] Confete, serpentina, espuminha, fantasia, marchinha, blocos de rua e muita diversão. O clima carnavalesco está no ar. Época em que a felicidade, a música e animação dão as mãos e se divagam por todo o País. Mas para que a festa não acabe em tragédia, é importante lembrar dos cuidados à saúde. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como bem-estar físico, social e psicológico. Segundo a nutricionista Natália dos Reis, essa definição não leva em consideração somente a ausência de doenças mas, também, a relevância de se sentir bem, viver e se relacionar em sociedade, se divertir, amar e ser feliz. É tempo de festa e folia, mas com consciência. Afinal, a tradição de sair com os amigos hoje é ligada à ingestão de bebidas alcoólicas em baile de rua. Por isso, a profissional recomenda manter o foco na hidratação. “Portanto, dentro do famoso equilíbrio, aproveitar um carnaval sem excessos pode fazer muito bem a saúde para quem gosta da folia. Uma dica valiosa para quem for beber no carnaval é sempre intercalar a bebida com a ingestão de água. Dessa forma nós evitamos a desidratação proporcionada pelo álcool e evitamos a ressaca no dia seguinte”, informa. Além da ingestão de bebidas alcoólicas, outro fator agravante é o verão. A profissional explica que o calor colabora para que o suor aumente, então qualquer forma de hidratação é aceita, sendo necessário não esquecer de levar sua garrafinha ou comprar água nos estabelecimentos. “Só não esqueça da água”. “Pular carnaval de barriga cheia nesse calor, definitivamente, não é uma boa escolha. A dica principal é fazer uma refeição completa, com todos os grupos alimentares, pelo menos duas horas antes de sair para o bloquinho. Dessa forma a gente garante boa parte dos nutrientes do dia e não atrapalha o processo digestivo”, aconselha. Caso não dê tempo de se alimentar com essa antecedência, a nutricionista comenta que é recomendável a escolha de lanches leves. “Sanduíches naturais, iogurtes com frutas, tapiocas e vitaminas podem fazer parte das opções de alimentação. Procure não sair para se divertir em jejum pois o calor, a agitação e a bebida em conjunto podem trazer grandes transtornos à você e à quem te acompanha também”. Doença do BeijoBeijar na boca é muito legal, mas a imprudência é arriscada. Trocar saliva com muitas pessoas desconhecidas pode trazer dores de cabeça graves no futuro, como a mononucleose, conhecida popularmente como a ‘Doença do Beijo’. A mononucleose é uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr. Diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Leonardo Weissmann explica que os sintomas mais frequentes são febre alta, dor de garganta, cansaço (que pode durar mais de um mês) e inchaço das glândulas do pescoço. “Ela pode aparecer em qualquer faixa etária, mas o pico de incidência de infecção tem sido descrito na faixa etária de 15 a 24 anos. Porém, em crianças, a mononucleose manifesta sintomas em menos de 10% dos casos. Os sintomas aparecem com mais frequência na adolescência até a idade adulta”, afirma. Seu nome é ligado ao beijo, porque, na maioria dos casos, o vírus é transmitido através do contato com a saliva de uma pessoa infectada. Contudo, você também pode contraí-la compartilhando talheres ou bebendo no mesmo copo que alguém com a infecção. “Complicações por mononucleose são pouco comuns, mas podem ser graves, como anemia, diminuição do número de plaquetas no sangue, obstrução das vias aéreas (pelo aumento dos gânglios) e infecção no cérebro. Há também um risco importante de ruptura do baço. Por isso, deve-se evitar exercícios físicos e esportes de contato por pelo menos por um mês, até que o médico autorize o retorno”, alerta. Ainda não há vacina disponível para prevenir a mononucleose, então a melhor forma de combatê-la é ficar de repouso, ingerir alimentos leves e muito líquido. Durante esse período é importante não compartilhar objetos pessoais e evitar contato com pessoas que saibam que estão com a doença. O especialista reforça que além da mononucleose, há outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) a ficar atento, como sífilis, gonorreia e herpes genital, pois muitas vezes as pessoas se esquecem do preservativo no Carnaval. Também relembra que há viroses respiratórias como a covid-19 e a varíola dos macacos, conhecida como Monkeypox, pelo contato próximo. “Embora o número de casos tenha diminuído, ainda temos o registro de doentes”. Preservativo sempreÉ um fato que usar camisinha é uma questão de saúde e bem-estar. Afinal, ISTs não tem gênero, cor ou sexualidade. Todo mundo está propenso a pegar quando opta por ter relações sexuais sem o preservativo. Para a época de folia, a infectologista Elisabeth Dotti Consolo diz que não há escapatória da camisinha. “Evitar IST é preservativo. Tem que usar. Essa coisa de pegar no vaso sanitário ou na piscina não existe. Tem que tomar muito cuidado”. “Se você tiver uma relação sexual desprotegida, acordou e não sabem que é a pessoa. Ficou na dúvida? Você tem até 48 horas para fazer a PrEP, que é a proteção após a exposição, vai ter que tomar 28 dias de medicação para HIV para evitar o pior”, informa. A profissional alega que a curto prazo, após a exposição, os sintomas de infecções tendem a aparecer em questão de uma semana. Caso notar alteração no corpo, no órgão genital ou na urina, é importante consultar um especialista. “Quem vê cara, não vê coração. Tem que ser proteger e pronto”. Dicas de preparação pré-folia com a nutricionista Natália dos Reis:Procure dormir bem na noite anterior e planejar sua alimentação para o dia do bloquinho;Utilize roupas leves e lembre-se de se hidratar constantemente;Caso sinta fome, opte por consumir alimentos de locais confiáveis para evitar infecções alimentares; Se desejar, leve barras de proteínas, mix de nuts ou alguma fruta na mochila/bolsa/pochete caso a fome aperte no meio do bloquinho;Deseja comer algo refrescante? Geralmente o açaí pode ser uma boa pedida, além de recuperar a energia e ser rico em antioxidantes. Procure consumi-lo o mais natural possível.