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Mutação do coronavírus já domina região Norte do Brasil, diz pesquisador

Estudo indica que há, pelo menos, dez mutações distintas, e disseminação do vírus acende alerta

Por: Por ATribuna.com.br  -  26/01/21  -  15:00
Cientistas da USP e Unicamp estudam efeitos provocados por variante brasileira da Covid-19
Cientistas da USP e Unicamp estudam efeitos provocados por variante brasileira da Covid-19   Foto: Pixabay

Após os Estados Unidos identificarem o primeiro caso danova variante do coronavírus de Manaus, nesta segunda-feira (25), em solo norte-americano, um estudo feito na capital do Amazonas acende o alerta para a disseminação do vírus. Amutação,identificada primeiro pelas autoridades de saúde no Japão,também foi observada no interior daqueleestado.


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A conclusão consta em recente estudo da Fiocruz Amazônia em parceira com a Fundação deVigilância em Saúde do Amazonas e o Lacen (Laboratório Central de SaúdePública) do estado.


Conforme reportagem da Folha deS.Paulo, as instituições vêm acompanhando essa e outras variantes do coronavírusSars-CoV-2 no país desde março do ano passado.E, segundo os pesquisadores,a variante de Manaus evoluiu regionalmente a partir dessa linhagem e agoracarrega o nome de P.1.


FelipeNaveca, pesquisador em saúde pública da Fiocruz, diz que a cepa de Manaus já parece ser a mais frequente na região.Ele destaca que há, pelo menos,dez mutações na proteínado vírus, e, emtrês delas,sãoas mesmas observadas nas variantes de fora do país. Isso pode explicar o aumento da maior transmissibilidadenaquele estado.


Contudo, ele destaca sercedo para afirmar que a variante é mais letal. Médicos locais, entretanto, relatam queesta variante pode estar causando a hospitalização e quadro severo demaneira muito mais rápida do que o vírus antigo.


Recentemente, pesquisadores da Inglaterra sugeriram que a variante doReino Unido é 30% mais letal do que a linhagem circulante do vírus aténovembro de 2020.


Naveca, responsável por sequenciar o DNA da mutação dovírus, diz que o fenômeno é na maioria das vezes aleatório. Emotivado porpressões ambientais que fazem com que algumas mutações persistam napopulação. A principal linha investigativa aponta que a variante pode ter ocorridocom acirculação em massada transmissão. “A variante é autoalimentada na medida em que ela setorna a mais transmissível porque existem mais casos de contaminação”, explica.


Embora haja um forte indício de que a nova variante possa estar relacionada à escalada de casos em Manaus, não foram tomadas medidas de lockdown e contenção do vírus na cidade a tempo.


* Com informações do jornal Folha de S.Paulo


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